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Queria tanto que...

por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

... a Teté e a Kiki ouvissem esta música.

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publicado às 18:27

Valentia vs. audiência

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.11

Quem conhece Pompeia, ou pelo menos quem viu a excelente série da HBO, Roma, sabe que os grafitti não são uma invenção moderna. Existiam em moldes muito parecidos aos que hoje vemos nas ruas de qualquer cidade, desde «fulano ama fulana», «sicrano esteve aqui» a «beltrano é um *****». Chris Wright, no Boston Globe, fala-nos de Ancient Grafitti in Context, um livro que tenta provar a importância histórica deste acto de vandalismo típico dos anos clássicos da nossa civilização. Não querendo pôr em causa os argumentos dos autores da obra, penso que o mais curioso sobre o tema é verificar como somos parecidos ao que éramos há três mil anos. É certo, contudo, que uma declaração de amor escrita numa parede que sobreviveu à erupção do Vesúvio, em 79, tem mais pinta que um «João ama Teresa» rabiscado numa parede de Telheiras, em 2011. E como explicar esta preocupação publicitária do João telheirista ou do Cláudio pompeiense? A explicação de deixar uma marca na vida efémera não me convence. Escrever um grafito de amor ou insulto numa cidade com 25 mil habitantes é mais valente que fazer o mesmo num bairro com um milhão. Agora qualquer um é grafiteiro.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 1-4-11

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publicado às 18:53

Vida real (21)

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.11

Num dia de greve e caos rodoviário, que me levou a esperar duas horas na rua por uma pessoa, vi uma rapariga a sair de uma casa numa motocicleta e a expulsar da entrada, em altos berros, um velhote e uma cinquentona. «Vão fazer coisas esquisitas para o jardim de outra casa!», berrava a rapariga, enquanto o velho corria rua abaixo e a cinquentona fugia rua acima. Não vi nada porque estava com o nariz enfiado no primeiro volume do Fernandes Jorge. A literatura salva. Ouvi falar ucraniano, brasileiro. O carteiro e os rapazes que distribuíam publicidade diziam bom dia, e eu, I'm reading a book, man! Sentada num degrau, à entrada de um prédio, vejo sair uma senhora que me conta ter noventa anos, e que lhe custa descer até ao posto médico. Pergunto se precisa de ajuda. «Estou à espera que Deus me chame, menina.» 

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publicado às 18:50

Modo de vida

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.11

«Sabe que o não já o tem garantido.»

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publicado às 18:48

Agradecimento

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.11

Ao Jansenista, ao Paulo Cunha Porto e ao Impensado, obrigada por celebrarem o oitavo aniversário do bomba inteligente. A luta continua!

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publicado às 18:43

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.11

Francisco de Goya y Lucientes, Disparate Feminino, 1816-23

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publicado às 19:29

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.11

Mean Girls (muito divertido).

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publicado às 19:18

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.11

New Humanist Stanford Medicine

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publicado às 19:11

Café dos Blogues: Três dias depois

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.11

Mais uma vez escrevi mais do que é meu hábito, desta vez sobre o último debate. O resumo digno desse nome está aqui. Voltamo-nos a encontrar no dia 28 de Abril, com a Ana Cristina Leonardo e o João Gonçalves, same time, same place.

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publicado às 19:03

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 02.04.11

Marilyn Monroe (2 pernas + 2 rins + 2 nádegas + 2 pulmões = oito)

 

... e pronto: o bomba inteligente faz oito anos. Quanto à passagem do tempo, não há nada a fazer a não ser celebrá-la. O que já me diverti aqui não tem explicação. E continuo a divertir, só já não posso fazê-lo com a frequência de antes. Não é falta de amor, nem de desejo; não são vocês, nem sou eu. A acumulação de actividades na vida a que chamam real tornou-se incompatível com blogar diariamente. Por causa da falta de tempo, claro. Mas também não há razão para deixar de ser sexy. Para concluir, têm sido uns belos e movimentados anos. Obrigada aos leitores do bomba! 

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publicado às 11:10

Rádio Blogue: Censos 2011

por Carla Hilário Quevedo, em 01.04.11

No primeiro dia de entrega dos formulários dos Censos 2011, as queixas principais sobre o questionário do recenseamento nacional eram duas. O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos, afirmou que «as perguntas no Censos 2011 não vão permitir fazer a diferença entre as pessoas com deficiência e as pessoas que perderam capacidades devido à idade, seja visão, audição, mobilidade ou outra». Basta estar atento ao ponto 10 do questionário individual, que se limita a indagar sobre o grau de dificuldade das pessoas na realização de algumas tarefas devido a problemas de saúde ou envelhecimento. A ausência de uma simples questão comprova que a deficiência não faz parte das inquietações dos recenseadores. Outra falha no inquérito diz respeito ao modo como se exerce a profissão. A pergunta 32 do questionário individual pede para ter atenção ao seguinte: «Se trabalha a ‘recibos verdes’, mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido, deve assinalar a opção ‘Trabalhador por conta de outrem’». Por causa desta indicação, que não permite conhecer a realidade dos falsos recibos verdes, três movimentos de trabalhadores precários e os promotores do protesto da Geração à Rasca entregaram no tribunal uma acção judicial a exigir a alteração da pergunta. O Instituto Nacional de Estatística defende, no entanto, que os inquéritos dos censos obedecem a recomendações internacionais, que permitem a comparação nos dados do emprego. Os Censos 2011 falham o objectivo de recolher mais informações sobre a população? As perguntas dos questionários são correctas?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 7 de Abril, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 8, às 10h30.

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publicado às 18:11

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 01.04.11
 Catherine Deneuve

 

... os meus amigos da vida real que não têm televisão em casa não fazem ideia do que falo quando conto que há dias, num Prós e Contras, estava o Reitor, com quem sonhei horas mais tarde. Só os meus amigos twitteiros sabem a que dia e noite me refiro. «Peço desculpa», mas simplesmente apareceu, com todo o respeito. O curioso é ter aparecido num sonho pouco tempo depois de ter sido visto. Não demorou a ir à subcave do inconsciente, nem foi tema para o superego. Ficou e logo apareceu, o que é do mais saudável que há. O problema da saúde é dar cabo da imaginação.  

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publicado às 07:49

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