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É o que vocês pensam

por Carla Hilário Quevedo, em 10.05.11

Enquanto Kate e William diziam o sim real, Alain de Botton twittava uma provocação para os seus quase cem mil seguidores. Segundo o autor de O consolo da filosofia, Ensaios de amor ou A arte de viajar, Kate Middleton seria a mulher com quem todas as mulheres gostariam de casar, caso fossem homens. A graça do Twitter está na falta de espaço para apresentar motivos para esta hipótese. Talvez Alain de Botton tenha querido dizer que os homens não têm a mesma ideia relativamente a Kate Middleton. A Duquesa de Cambridge não representaria um ideal masculino, mas um ideal feminino quando se mascara de inimigo. No limite, diria que Alain de Botton defende a ideia de que as mulheres querem ser como Kate Middleton porque acreditam que é um tipo de mulher com quem os homens casam. Kate corresponde ao modelo de rapariga discreta elogiado pelo sexo masculino ao longo dos tempos. Mas Alain de Botton é um homem a pensar nas expectativas matrimoniais das mulheres. Isto reforça a ideia de a discrição feminina ser estimada pelos homens. Ou por ele próprio. Por mim, se fosse do sexo oposto, preferia casar com a mulher de Nick Clegg. Felizmente, já é casada.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-5-11

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publicado às 16:21

Um início do fim?

por Carla Hilário Quevedo, em 06.05.11

Senior extremist linked to al-Qaida surrenders to Saudi authorities

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publicado às 19:19

Rádio Blogue: Bin Laden

por Carla Hilário Quevedo, em 06.05.11

Recebi a notícia da morte de Osama Bin Laden com satisfação. Não a celebrei na rua, como aconteceu em vários locais dos Estados Unidos, mas compreendo a comemoração pública do acontecimento. Os festejos fazem parte do contexto de guerra em que vivemos. O regozijo dos civis americanos e não só é uma forma de empatia com os que perderam familiares e amigos em atentados terroristas. Bin Laden orquestrou dezenas de atentados terroristas em que morreram milhares de pessoas. Mas não é tanto a contabilidade que importa para o caso. Não é por terem morrido mais de três mil pessoas nas Torres Gémeas que a morte de uma pessoa é justificada. O 11 de Setembro foi um acto de guerra a que necessariamente se responde com outro similar. É por esta razão que a guerra é uma coisa horrível. E por mais regras que se queiram impor, nunca deixa de ser imoral. Porém, não há nenhuma razão para um líder de uma organização terrorista ser capturado e levado a tribunal, como se fosse um chefe de estado. Esta, sim, seria uma resposta desadequada num contexto de guerra, porque nem o terrorismo é um país, nem o líder procura a negociação. Compreendo que o que escrevi seja chocante para aqueles que acreditam que Osama Bin Laden não devia ter sido morto pelos americanos porque era um ser humano. Imagino que não apoiariam os conspiradores que tentaram matar Adolf Hitler a 20 de Julho de 1944. Porque Hitler era um ser humano. Parece, no entanto, que a morte destas pessoas é vital para o restabelecimento da paz no mundo. Esta necessidade surge no contexto a que pertencem: a guerra. No caso da guerra moderna, o terrorismo, os ataques são levados a cabo por bombistas suicidas. Gente que não tem nada a perder e que, em nome de uma religião, sacrifica a própria vida e mata inocentes. Com o desaparecimento do seu líder, que dizia ser seu dever «trazer a luz ao mundo», podemos ter esperança na extinção da al-Qaida? É mau celebrar a morte de Bin Laden? É bom ter compaixão por um líder terrorista?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 12 de Maio, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 13, às 10h30. 

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publicado às 19:11

António Lobo Xavier citou Shaggy...

por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.11

... referindo-se a Passos Coelho, na Quadratura do Círculo. Por mim, já ganhou.

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publicado às 23:52

Nunca é tarde

por Carla Hilário Quevedo, em 03.05.11

Edward O. Wilson é um biólogo reputado que há quarenta anos preencheu a lacuna na teoria darwinista sobre a cooperação entre seres vivos da mesma espécie. A explicação para o altruísmo estava na partilha de genes em comum, como os de parentesco. Defender o seu semelhante era, então, como defender um membro da família. A tese foi um êxito na comunidade científica e as várias obras publicadas sobre o gene altruísta foram baseadas nesta teoria. Na altura, Wilson também foi insultado por dar cobertura a aspectos do determinismo biológico que conduziam a interpretações racistas e misóginas. Há dez anos, descobriu que a sua própria teoria não se verificava com rigor nem respondia a todas as perguntas. Agora acredita que estava enganado. A cooperação no reino animal nem sempre acontece por causa dos laços familiares. O que é importante é defender o grupo, mas não é o grupo que suscita a solidariedade nos indivíduos. A questão é que para pertencer ao grupo há que ser solidário. A comunidade que o amou há quarenta anos agora não o pode ver. Aos 81 anos, Edward O. Wilson regressa ao combate. Deve ser, para o próprio, como se tivesse quarenta outra vez.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-4-11

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publicado às 19:07

Entrevista ao Papa

por Carla Hilário Quevedo, em 03.05.11

Pela primeira vez, um Papa aceitou responder a perguntas enviadas por fiéis de todo o mundo num programa de televisão. Respondeu a sete, seleccionadas entre milhares, e o programa foi transmitido na Sexta-feira Santa pela RAI 1. Foi emocionante ver o Papa a responder a dúvidas de pessoas como nós, que precisam de compreender as fatalidades que lhes tocou viver. A uma criança japonesa, sobrevivente do terramoto e posterior tsunami, que perguntou por que devem as crianças sofrer tanto, Bento XVI respondeu que não sabia, que fazia a si próprio a mesma pergunta, e que Jesus, inocente, também sofrera. Talvez não tenha sido o consolo esperado, mas acabou de vez com as superstições de que as desgraças são castigos de Deus. Um casal com um filho em coma há dois anos perguntou se a alma do rapaz ainda estava presente. O Papa comparou o caso a uma guitarra com as cordas partidas. A alma continua lá, só não se exprime nem a conseguimos ouvir. E acrescentou, com extrema delicadeza e sensibilidade: «Tenho a certeza de que esta alma escondida sente o vosso amor, mesmo que não compreenda os pormenores, as palavras». O Papa intelectual trabalha no terreno e dá lições.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-4-11

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publicado às 19:00

Do Exibicionismo

por Carla Hilário Quevedo, em 01.05.11

Harry Holland, Dress, 2007

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publicado às 16:49

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 01.05.11

Wall Street: Money Never Sleeps (ora, se eu comprar 20 euros de acções na terça, posso vendê-las por 30, 10 ou nada na sexta, não é?). Diminished Capacity (muito engraçado). Machete (absolutamente a ver).

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publicado às 16:12

The sweet things in life, to you were just loaned

por Carla Hilário Quevedo, em 01.05.11

So how can you lose what you've never owned?

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publicado às 16:05

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