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Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 28.06.11

Writers and Kitties

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publicado às 18:27

Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 28.06.11

... Ana Margarida Craveiro e Tiago Cavaco são os meus convidados da próxima sessão do Café dos Blogues, no dia 30 de Junho, às 19h, na Almedina do Atrium Saldanha. Falaremos sobre vários assuntos, entre os quais os blogues, o Twitter, os blogues e os blogues. A entrada é livre.

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publicado às 18:04

A família é o melhor do mundo

por Carla Hilário Quevedo, em 28.06.11

Não sei de quem foi a ideia, mas Madalena Ferreira, do Jornal de Notícias, foi a Manteigas falar com as primas do novo Ministro das Finanças, o Professor Doutor Vítor Gaspar. Estamos a falar de um académico brilhante, com um currículo irrepreensível, e que, entre outros cargos de responsabilidade, foi director-geral da área de investigação do Banco Central Europeu. A jornalista recolheu as primeiras impressões das primas Mariazinha, Alcina e Adelaide. Uma disse que tinha dado os parabéns ao tio pela nomeação do Vitorzinho. Mas não escondeu a sua preocupação pelo momento em que foi escolhido para o cargo. Outra prima, tranquilizando-a, disse: «Vai correr bem, mas só com a ajuda de Deus». É raro gostar de reportagens intimistas ou familiares, mas esta é uma excepção. Portugal, sincero, falou pelas bocas das primas. Como todos nós, elas também estão muito preocupadas. Mas as qualificações admiráveis do Vitorzinho, o doutoramento em Economia, o trabalho desenvolvido no Banco de Portugal e no BCE não bastam para resolver os problemas no Ministério das Finanças. Para os pares, Vitor Gaspar é um génio. Para as primas, nada disto chega. Se Deus não ajudar… Ai Jesus!

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-6-11

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publicado às 17:32

Unhappy*

por Carla Hilário Quevedo, em 26.06.11

Unhappy

Veeeeery unhappy

 

* O contabilista de The Producers chamava-se Leopold Bloom, pois era.

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publicado às 18:50

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 25.06.11

Marilyn Monroe

 

... numa antologia de cartas gregas e latinas, algumas escritas por celebridades como Cícero, outras por ilustres desconhecidos, li uma carta de amor conjugal, cuja data é tão vasta como o século IV da nossa era, de um tal Krates, quem sabe se parente do Nuno Crato, para a sua mulher. Krates pede-lhe que não lhe envie mais mantas ou capas porque não foi para isso que casou com ela, e acrescenta que os seus companheiros já perceberam que ela é uma mulher dedicada, no caso de ser isso que a preocupava. Krates pede-lhe, então, que se dedique ao que ambos amam: às coisas importantes da vida, à filosofia. Sempre houve maridos pouco interessados nas coisinhas do tricô. E sempre houve mulheres que insistiram em tricotar.  

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publicado às 09:37

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.11

Moment ("Independent Magazine from a Jewish Perspective" é o subtítulo...) The European

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publicado às 09:32

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.11

Rita Hayworth (a sair de sua casa, em Junho de 1940, com as amigas Minerva Griswold, Jane Hopkins e Virginia Hovey)

 

... gostei que Passos Coelho tenha viajado em classe económica. Numa época em que tudo nos é pedido, há um sinal, mais um, de que o dinheiro dos contribuintes é um assunto muito sério. O gesto fica registado. Agora pode voltar a viajar em executiva à vontade. Até porque se a reunião em Bruxelas se prolongar, ainda tem de voltar mesmo em executiva porque pode não haver lugar em económica no voo seguinte. Depois tem de pagar a diferença, mais as taxas, etc. Isto pode correr tudo mal. De futuro, talvez não seja mal pensado dividir a economia aérea pelas aldeias. O PM mais o Moedas viajam em executiva e o resto vai para o porão, por exemplo. É possível fazer uma gestão mais equilibrada das viagens sem apanhar uma crise de nervos. Mas não é caso para comentadores, analistas e bloggers levarem tão a peito. Não é para tanto.

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publicado às 09:09

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 21.06.11

Andy Warhol, Diamond Dust Shoes, 1980

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publicado às 21:29

Antes marchar

por Carla Hilário Quevedo, em 21.06.11

A história tem início a 24 de Janeiro deste ano, numa palestra sobre como evitar a violência sexual, na Faculdade de Direito de Osgoode Hall, na cidade de Toronto, no Canadá. O conferencista era um polícia chamado Michael Sanguinetti e a sua tese é agora mundialmente famosa: «As mulheres deviam deixar de se vestir como p**** para evitarem violações». A palavra usada assim é um insulto ordinário, por isso não a escrevo toda. Este agente da autoridade não hesitou em responsabilizar as vítimas pelas violações que sofreram. Podia ser português ou espanhol, mas era canadiano. A reacção não se fez esperar, mas a originalidade do protesto ultrapassa quaisquer expectativas. Sonya Barnett e Heather Jarvis eram duas mulheres que assistiram pasmadas à conferência do polícia. Decidiram organizar uma «Slutwalk». Depois de Toronto, as marchas de mulheres de calças de ganga superjustas, blusas com decotes profundos, minissaias e saltos altos chegaram a Los Angeles, Filadélfia, Buenos Aires, Nova Deli, Londres. Talvez importe passar a mensagem acima de tudo verdadeira de que o homem nasceu para se controlar. E a mulher para se produzir. Marchai até que os pés vos doam!

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-6-11

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publicado às 19:21

O futuro dos radicais

por Carla Hilário Quevedo, em 21.06.11

A derrota do Bloco de Esquerda nas últimas eleições significa, antes de mais, a forte rejeição do eleitorado às ideias deste partido. Resta saber para onde foram os votos. Alguns terão ido para o PS, como voto útil à esquerda. Mas acredito que muitos terão sido deslocados, por assim dizer, para o Partido pelos Animais e pela Natureza, que obteve um resultado acima dos 50 mil votos. Infelizmente, não bastaram para eleger um representante parlamentar. Liderado por Paulo Borges, o PAN é defensor de causas tão sérias e nobres como a abolição das touradas e de qualquer actividade que a sociedade portuguesa entenda como lúdica, mas que é obviamente baseada na exploração do sofrimento dos animais. Sou sensível aos princípios básicos deste partido e lamento que Paulo Borges não tenha ganho um lugar na Assembleia. Mas contemos com a seguinte agenda parlamentar para o futuro. Teremos «matadouros ilegais» em vez de «interesses capitalistas», «touradas» em vez de «neo-liberalismo selvagem» e apelos sentidos ao vegetarianismo (ninguém é perfeito) em vez do clássico «eles comem tudo». O futuro com os radicais da Natureza promete ser muito mais duro e sofisticado. Até breve.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-6-11

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publicado às 19:17

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 19.06.11

Little Fockers (uma maravilha). The Adjustment Bureau (belo conto de fadas de Philip K. Dick).

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publicado às 19:07

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 19.06.11

Gretchen Mol em modo Bettie Page, fotografada por Jeff Koons

 

... penso que foi António Lobo Xavier quem fez a melhor sugestão para resolver a 'crise' da Presidência da Assembleia da República: é eleger alguém do PS. Faz todo o sentido, é diplomático, apaziguador e calaria as vozes assanhadas e despeitadas do Partido Socialista dos que ainda hoje sofrem com a derrota de Sócrates. Parece que não é costume ser alguém de outro partido a ocupar aquele cargo, mas a mudança seria interessante num momento em que o PS não pode ficar apenas confortavelmente na oposição. Por falar em subtileza, embora desta vez sem bonomia, o novo caso de Criminal Justice promete. Espero que a justiça seja compreensiva com Juliet Miller.

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publicado às 09:37

Espelho meu

por Carla Hilário Quevedo, em 18.06.11

George Cruikshank, Self-Portrait, 1858

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publicado às 18:33

Dis Birkin, c'est quoi ces yeux qui regardent dans le vide

por Carla Hilário Quevedo, em 18.06.11

On dirait que t'es dans la lune?

C'est parce que je m'ennuie

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publicado às 18:25

Dor de Cabeça: Nããããooooo!

por Carla Hilário Quevedo, em 17.06.11

Há seis anos, Portugal elegia José Sócrates com lágrimas de esperança por ter chegado Aquela Pessoa que nos livraria dos braços de Pedro Santana Lopes. Seis anos depois, o País, desgastado e na miséria, despedia o ex-Primeiro-ministro, desta vez com lágrimas de raiva. Ainda não batiam as dez da noite do 5 de Junho, e Sócrates já dissera adeus ao País e ao PS com um sorriso aberto, o suor a cair em gotas, o discurso na ponta da língua e no teleponto, admitindo a derrota e saindo de cabeça ao alto, mal sabíamos nós para onde. O futuro de Sócrates nunca constituiu uma dor de cabeça para ninguém, pois não? Talvez para os fãs, que, à notícia mais esperada dos últimos anos, reagiram com uma intensidade de fazer inveja a qualquer tragediógrafo grego. Ouvimos gritos de emoção quando o querido líder anunciou que agora ia ali e não vinha. Houve gente que o amou. Como acontece a qualquer estrela na despedida, houve especulações sobre o que faria agora o só cidadão Sócrates. Apesar de não ter assim tanto amor para dar, fiquei preocupada com a ocupação do tempo de um compatriota até agora exposto a tanta atenção. Da ausência à melancolia é um instante. Mas a minha preocupação passou a pânico: Sócrates iria um ano para Paris estudar Filosofia. Não era uma notícia do Inimigo Público e temi o pior. Como estou obcecada com o futuro, pensei logo no seu regresso. Sabemos como a influência francesa pode ser perniciosa. Falo da influência intelectual. Basta estarmos atentos à sintaxe dos nossos intelectuais francófilos. Vi de repente Sócrates, com o seu entusiasmo e a sua loquacidade retórica, a falar como José Gil. Ainda pululam perigosos discípulos derridaianos por terras gaulesas. Imaginemos um Sócrates filósofo, em 2012, no Mário Crespo, a comentar a conjuntura política: «A evocação do presente como espaço é a possibilidade do imperativo utópico do não lugar e é por isso que o voto no Partido Socialista em geral e em mim em particular...». E, subitamente, os motivos do meu pânico foram revelados: isto é coisa para levar Sócrates de novo ao poder.

 

Dor de Cabeça é o título da minha nova crónica no Metro, publicada à sexta-feira. O título não se deve à ilustração de George Cruikshank, de 1819. 

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publicado às 17:06

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