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Falhar melhor

por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.11

Jonah Lehrer escreve na Wired sobre um estudo conduzido por Jason Moser da Michigan State University que pretende compreender o que leva algumas pessoas a aprender mais depressa com os seus erros do que outras. Fazendo uso de uma divisão estabelecida por Carol Dweck, psicóloga em Stanford, Moser fez a experiência de observar através de electroencefalogramas que reacções físicas tinham os que erravam em testes mais fáceis e mais difíceis. A divisão de Dweck foi útil porque permitiu a Moser verificar que estudantes com uma «estrutura mental fixa» não aprendem tanto como os outros que têm uma «estrutura mental alargada». Não sei como se chegou ao ponto de perceber a estrutura mental de cada pessoa, mas não sejamos picuinhas. Parece claro que alunos mais inteligentes abraçam com alegria os erros como oportunidades de crescimento e que confrontar estas pessoas com problemas mais difíceis de resolver as estimula em vez de as abater e frustrar. Desde que se esforcem, claro. A exigência na escola é, então, uma questão de mera honestidade. O artigo acaba com o enunciado de Samuel Beckett: «Try Again. Fail again. Fail better». Finalmente compreendem o que quis dizer.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-10-11

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publicado às 18:37

Muito melhor

por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.11

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publicado às 18:49

A rapariga

por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.11

do Κωνσταντίνος Βήτα

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publicado às 17:35

Domingo

por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.11

do Κωνσταντίνος Βήτα

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publicado às 14:15

Me voy para el conventillo a bailar una milonga

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.11

Me voy de farra mistonga, ya me esperan los chochamus

Alli estan todos los fiolos que la farfala celean

Ya me esperan los gomias con ganas de milonguear

No se si voy a llegar, si no me queda ni un cobre

Algun culo va a sangrar, yo se que voy a llegar...

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publicado às 18:10

If I die and my soul be lost

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.11

It's nobody's fault but mine

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publicado às 18:08

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

Sunaura Taylor, Dead Chickens On Conveyor Belt, 2009

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publicado às 20:00

Dor de Cabeça: A favor da proibição

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

Vi há dias na zona do Campo Pequeno, em Lisboa, um grupo de rapazes e raparigas de caras pintadas, uns vestidos à civil, outros com trajes académicos. Pensei que, curiosamente, estavam no sítio adequado, ali perto da praça de touros, e, por instantes, a temperatura invulgar para a época até me levou ao engano de pensar que o ano começara agora. Mas o início das aulas foi há quase um mês. No entanto, tenho a ideia de que as praxes se estendem no tempo como nunca antes aconteceu. O caso mais flagrante parece ser o da Universidade do Minho, que consegue cometer a proeza de ter praxados durante o ano lectivo inteiro. Este ano, nas primeiras semanas de praxe, os abusos cometidos levaram o reitor da Universidade, António Cunha, a intervir através de uma circular em que «exorta os estudantes da Universidade a que pugnem pelos valores da liberdade, do respeito e da dignidade humana, pelo que se deverão opor activamente a práticas que os ponham em causa, seja nos espaços da Universidade seja no seu exterior». Segundo o Público, na mesma circular, a Universidade do Minho «condena veementemente todas as situações de violência física ou psicológica, coação, abusos e humilhações». Condena mas não proíbe. E se não proíbe, não há nenhuma razão para não continuar com práticas que vão do simples ridículo de sujar a cara de pessoas com tinta ou batom ao abuso de práticas ofensivas e humilhantes, psicológicas e físicas. Ao contrário do que se pensa, as praxes não incluem ninguém na escola. São só uma tradição estúpida e violenta disfarçada de companheirismo estudantil. Agora que temos indignados por tudo e por nada, era giro assistirmos a uma revolta dos caloiros contra os tolos do segundo ano. Não tendo sido sujeita a uma praxe violenta (umas pinturas na cara e pronto), vi bem na altura a boçalidade dos mais velhos e o pavor dos novos. No ano seguinte, não quis participar em nenhuma actividade relacionada com caloiros. Mas houve quem quisesse perder tempo a atormentar o próximo. Porque há sempre. E é por isso que as praxes devem ser proibidas já.

 

Publicado hoje no Metro.

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publicado às 19:51

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

A Alma Conservadora Âncoras e Nefelibatas Come Chocolates, Pequena

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publicado às 11:41

A melancolia da felicidade

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

do Μάνος Χατζιδάκις

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publicado às 11:33