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If I die and my soul be lost

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.11

It's nobody's fault but mine

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publicado às 18:08

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

Sunaura Taylor, Dead Chickens On Conveyor Belt, 2009

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publicado às 20:00

Dor de Cabeça: A favor da proibição

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

Vi há dias na zona do Campo Pequeno, em Lisboa, um grupo de rapazes e raparigas de caras pintadas, uns vestidos à civil, outros com trajes académicos. Pensei que, curiosamente, estavam no sítio adequado, ali perto da praça de touros, e, por instantes, a temperatura invulgar para a época até me levou ao engano de pensar que o ano começara agora. Mas o início das aulas foi há quase um mês. No entanto, tenho a ideia de que as praxes se estendem no tempo como nunca antes aconteceu. O caso mais flagrante parece ser o da Universidade do Minho, que consegue cometer a proeza de ter praxados durante o ano lectivo inteiro. Este ano, nas primeiras semanas de praxe, os abusos cometidos levaram o reitor da Universidade, António Cunha, a intervir através de uma circular em que «exorta os estudantes da Universidade a que pugnem pelos valores da liberdade, do respeito e da dignidade humana, pelo que se deverão opor activamente a práticas que os ponham em causa, seja nos espaços da Universidade seja no seu exterior». Segundo o Público, na mesma circular, a Universidade do Minho «condena veementemente todas as situações de violência física ou psicológica, coação, abusos e humilhações». Condena mas não proíbe. E se não proíbe, não há nenhuma razão para não continuar com práticas que vão do simples ridículo de sujar a cara de pessoas com tinta ou batom ao abuso de práticas ofensivas e humilhantes, psicológicas e físicas. Ao contrário do que se pensa, as praxes não incluem ninguém na escola. São só uma tradição estúpida e violenta disfarçada de companheirismo estudantil. Agora que temos indignados por tudo e por nada, era giro assistirmos a uma revolta dos caloiros contra os tolos do segundo ano. Não tendo sido sujeita a uma praxe violenta (umas pinturas na cara e pronto), vi bem na altura a boçalidade dos mais velhos e o pavor dos novos. No ano seguinte, não quis participar em nenhuma actividade relacionada com caloiros. Mas houve quem quisesse perder tempo a atormentar o próximo. Porque há sempre. E é por isso que as praxes devem ser proibidas já.

 

Publicado hoje no Metro.

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publicado às 19:51

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

A Alma Conservadora Âncoras e Nefelibatas Come Chocolates, Pequena

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publicado às 11:41

A melancolia da felicidade

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

do Μάνος Χατζιδάκις

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publicado às 11:33

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.11

The Monroe

Marilyn Monroe

 

... a frase destacada pelo João Gonçalves de um livro que não conheço e não gosto de Peter Sloterdijk fez-me pensar na quantidade de literatura feita à base da ideia de que a felicidade não existe ou é uma coisa falsa ou inatingível. Talvez se esteja a cometer o erro de pensar que a felicidade tem que ver com perfeição, mais do que com sorte. Após uma breve observação antropológica, diria que 'as pessoas felizes', apesar dos problemas e das aflições, são equilibradas. É estranha a ideia de felicidade 'apesar de', não é? Se calhar é uma questão de temperamento, ou então a felicidade é mesmo inata. Seja como for, é quase sempre maltratada, em vez de ser deixada estar e, sobretudo, vivida.

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publicado às 11:16

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 18.10.11
John William Godward, The Fruit Vendor, 1917

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publicado às 21:39

Serenata para a abstinência sexual

por Carla Hilário Quevedo, em 18.10.11

do Μάνος Χατζιδάκις

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publicado às 19:09

Os infortúnios da normalidade

por Carla Hilário Quevedo, em 18.10.11

Quando Amanda Knox foi ilibada da morte de Meredith Kercher, após ter passado quatro anos na prisão, ouvi dizer: «Não sei se é culpada ou inocente, mas agora nunca saberemos quem foi o assassino». Não sei se a frase é involuntariamente cínica ou sinceramente estúpida. Mas nem o cinismo, mesmo que propositado, a protege da estupidez. Depreendemos que mais valia que ficasse dentro. Mais tarde ou mais cedo, Amanda levar-nos-ia ao culpado... Como acredito na Justiça, estou convicta de que Amanda é inocente. Quando foi declarada culpada no primeiro julgamento, reprimi o meu espanto. Agora fiquei aliviada graças ao artigo de Carole Cadwalladr, no Guardian, que defende que ainda há homens e mulheres que não aceitam uma normalidade que inclua sexo. Amanda foi acusada de ter feito sexo com um desconhecido num comboio. Parece que era namoradeira e encontraram um vibrador nas suas coisas. Em suma, uma rapariga assim só podia acabar a matar uma pessoa. De preferência, uma que fosse o seu contrário. Meredith, por exemplo. Não sei se Amanda é «culpada» de ser rapariga e sexualmente activa, como diz Cadwalladr. Mas concordo que ser normal e gira como Amanda Knox ainda perturba muita gente.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 14-10-11

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publicado às 19:04

Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 18.10.11

Women Reading

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publicado às 11:38

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 18.10.11

The Kelly

Grace Kelly

 

... não têm dado muito destaque a esta notícia do provável perdão de parte da dívida grega, talvez para não criar muitas ilusões de que se possa passar o mesmo connosco - talvez aconteça em 2013, quando a troika ou seja quem for perceber que não é possível pagar esta dívida por inteiro. Não tem nada a ver com caloteirice: é puro bom senso e contas de cabeça. Não querendo ser o Medina Carreira nem a Manuela Ferreira Leite deste tema, recordo alguns acordares: o primeiro a 15 de Agosto de 2010; o segundo a 14 de Setembro de 2010; e o terceiro a 27 de Março de 2011. Não sou contra as reformas que têm de ser feitas, mas há-de chegar um ponto em que não haverá reforma que nos valha. É só.

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publicado às 11:02

...

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.11

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publicado às 20:13

Banda sonora para o apocalipse

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.11

In fifty years or so

It's gonna change, you know

But, oh, it's heaven

Nowadays

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publicado às 19:51

Take your time, take your time

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.11

Take your sexy time

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publicado às 19:48

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.11

The Tree of Life (óptimo para ver em fast forward).

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publicado às 19:43