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Bomba de Ouro no Dia Internacional da Mulher

por Carla Hilário Quevedo, em 08.03.14

"Diga-se o que se disser sobre o poder protector dos homens em circunstâncias normais, nos terríveis desastres que ocorrem na terra e no mar, ou nos momentos de maior perigo, as mulheres têm de enfrentar sozinhas essas situações. O Anjo da Morte não lhes concedeu um caminho privilegiado. O amor e o afecto dos homens emergem apenas nos momentos luminosos das suas vidas. É nesta atitude do eu, que nos liga com o incomensurável e com o eterno, que cada alma vive sozinha para sempre." Do discurso notável de Elizabeth Cady Stanton, traduzido por Antóno Araújo, no Malomil. 

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publicado às 20:57

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 08.03.14

Gravity (excedeu todas as expectativas: um filme fantástico).

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publicado às 20:36

Há vários anos...

por Carla Hilário Quevedo, em 08.03.14

 

... foi exibida na SIC uma série intitulada O belo e a consolação. Hoje, o Luís Gouveia Monteiro disponibilizou no Facebook o link para a série completa legendada em português, no YouTube. Deixo a entrevista a Martha Nussbaum, sobre a qual falei aqui. A música do genérico é de Roger Scruton. Enjoy!

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publicado às 20:30

PUB

por Carla Hilário Quevedo, em 07.03.14

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publicado às 17:47

A trança de Timochenko

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.14

A libertação de Iulia Timochenko, antiga primeira-ministra da Ucrânia, presa e acusada de corrupção em 2001, foi um momento importante na quase guerra civil a que assistimos pela televisão. A situação é tão confusa que me vou concentrar no mais importante: naquela trança. A Forbes conta que a ideia de transformar Timochenko numa loura de trança campestre foi de assessores de imagem apostados em fazer uma mudança radical numa morena associada a negócios de energia. A trança era popular nas camadas mais baixas e dava a ideia de uma coroa. Ou de uma aura. Timochenko passou a vestir cores alegres e o cabelo assim penteado ficou até à data da sua libertação. Espero que se mantenha porque é uma ruína de feminilidade que importa conservar. A simples bandolete, substituição proletária da tiara, ou o próprio diadema, objecto de luxo incompreendido, não são soluções tão eficazes para mostrar o poder de uma mulher quanto um penteado que dá trabalho.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-2-14

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publicado às 19:20

And the Oscar goes to...

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.14

Na Red Carpet este ano houve dois vestidos no meio de um desfile maçador de rosa claro e bege: o Custom Prada fluído da belíssima Lupita Nyong'o e o Dior Haute Couture de cair da semi-deusa Charlize Theron. Para compensar a falta de vestidos espectaculares, tivemos quatro discursos de agradecimento memoráveis: o de Jared Leto, o de Lupita Nyong'o, o de Cate Blanchett e, por fim, o de Matthew McConaughey, tão descaradamente americano, que adorei. Uma grandessíssima salva de palmas a todos!

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publicado às 18:49

Vigiar e pagar

por Carla Hilário Quevedo, em 02.03.14
App PictureShow com filtro Noir e moldura 135 slide

O programa Prós e Contras, da RTP 1, é um sucesso por vários motivos, e um deles chama-se Twitter. O que acontece durante a transmissão do programa é um programa paralelo de comentário espontâneo e, por vezes, com muita graça, ao que está a decorrer no ecrã. O tema do último programa, os prós e contras das redes sociais, suscitou curiosidade entre os twitteiros.

 

À medida que a discussão decorria, aumentava a discordância no Twitter sobre o que era dito. A que se deveria uma diferença tão grande de percepção dos mesmos meios? E por que razão havia tanta desconfiança sobre um meio que existe há uma década, neste caso o Facebook, tão fora de moda que até os adolescentes o estão a rejeitar? É uma discussão fora de época. Os problemas apontados, como “a solidão” ou “a perda de privacidade e liberdade”, foram expressos por queixas, o que sugere uma incapacidade de lidar com o que não podem controlar, nomeadamente com a maneira como as pessoas vivem, o que pensam e o que dizem. A discussão, que parece inocente, a respeito das redes sociais (já a ouvimos no aparecimento os blogues) é, quanto a mim, ideológica.

 

A dada altura, os quatro convidados, Rita Ferro, José Magalhães, Marinho Pinto e o padre Nuno Rosário Fernandes concordaram que os insultos nas caixas de comentário dos sites dos jornais eram um dos “aspectos negativos terríveis” desta bandalheira que se chama internet. Marinho Pinto chegou mesmo a propor que se acabasse com o anonimato. Mas não nos deixemos levar pela proposta comunista do ex-Bastonário. Há que devolver a bola com a falta de privacidade que tanto o impressiona mas que lhe deve servir de descanso. Só uma minoria (poderosa, diria Edward Snowden) pode estar anónima na internet. A maioria é identificável por vários meios. Os predadores, ao contrário do que pensam, não estão a salvo na internet. Aliás, é esta a discussão sobre privacidade que interessa.

 

Resumindo, para os desconfiados, há perigos na internet, por isso é preciso ter cuidado. Esta é a base para a discussão sobre predadores. Quando não há perigos, há gente que se porta mal, os “trolls”, que é preciso “educar”. O resto é composto por ingénuos que “não sabem lidar” com as redes sociais, e que também é preciso “educar”. Ou seja, é preciso punir, vigiar, controlar. E cobrar. Segundo as palavras reveladoras de José Magalhães, “sem educação não se vai lá”. Foi neste momento, ou para ser rigorosa, num anterior em que José Magalhães afirmou que era preciso “educar as crianças”, que saltei do sofá para me ir agarrar à carteira.

 

Quando se definem problemas de sempre, com ou sem Facebook, o que se pretende com isso? E o que se faz a uma criança que nasceu com o instinto de tocar em ecrãs? Pespega-se com a dita numa disciplina escolar sobre tralha online, porque a “educação” fará com que não se torne um ingénuo ou um “troll”.

 

Entre a desconfiança reaccionária de Marinho Pinto e o deslumbramento progressista de José Magalhães, não escolho nenhum, mas termos de sustentar programas de educação cívica online pode estar nos planos da esquerda. Aviso os ingénuos, os “trolls” e os outros que é melhor portarem-se bem, senão ainda pagam por isso. E é mesmo através dos impostos.

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 1/2-3-14

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publicado às 21:32

Um dia romântico XVII

por Carla Hilário Quevedo, em 02.03.14

The First Time Ever I saw Your Face foi escrita por Ewan MacColl para a sua última mulher, Peggy Seeger. MacColl não concordaria, mas também gosto desta versão de Peter, Paul & Mary

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publicado às 18:00

Marquem na agenda

por Carla Hilário Quevedo, em 01.03.14

Cinco nomes entre vários. Mais informações aqui.

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publicado às 12:45

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