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Apareçam!

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.14

PALAVRAS EM CRISE

Por Carla Hilário Quevedo

Austeridade, resgate, reestruturação - e por aí fora. Palavras do passado e do presente explicadas como deve ser.

Domingo, 1 de Junho, 16h30, Sala Montepio, Cinema São Jorge

 

Mais informações sobre a programação da Cabide, aqui

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publicado às 18:49

Islamizar por aí

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.14

O grupo terrorista nigeriano Boko Haram foi considerado 'radical islâmico' pelos media. Passados poucos dias, havia já quem pusesse as mãos à cabeça, ai, ai, que não se pode dizer que são muçulmanos. A revista Time elaborou uma lista com cinco pontos a defender que os ensinamentos do profeta Maomé não podiam estar mais longe do que o grupo professa. Líderes do mundo islâmico, como o grande mufti da Arábia Saudita, querem distância do grupo, que está a "manchar a imagem do Islão". Entretanto, numa mata profunda algures, 200 raparigas continuam na mão dos terroristas. E o que foi a primeira coisa que fizeram? Converteram as raparigas cristãs ao islamismo. Foram logo bem tapadas e filmadas a repetir versos do Corão. Enquanto isto se passa, no Sudão, uma mulher grávida de oito meses foi condenada à morte por um tribunal. Razões? A mulher é cristã. Foi acusada de adultério porque casou com um homem cristão. No Sudão também são terroristas?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-5-14

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publicado às 18:27

Seguro vs. Costa

por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.14

"Havana, Havana, banana, banana!"

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publicado às 20:16

PUB

por Carla Hilário Quevedo, em 26.05.14

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publicado às 19:43

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.14

American Hustle (muita conversa, pouca acção, excelente guarda-roupa, brilhante Jennifer Lawrence).  

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publicado às 18:59

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.14

Cersei Lannister aka Lena Headey

 

... gosto da mãe dos dragões, gosto de Arya Stark, que não consegue adormecer antes de dizer os nomes de todos os que vai matar, gosto da virgem Sansa Stark, e torço pela família Stark, em geral, apesar de ser muito perdedora, de se deixar apanhar. Acho que ainda não recuperei da morte de Nedd Stark. Os bons são sempre um bocado parvos. Ultimamente, no entanto, já desde a temporada passada, que me tenho interessado por Cersei Lannister, que me parece a mais complexa das personagens femininas. Cersei está à beira do colapso emocional, pronta para morrer ou para casar com um homossexual, porque a família está primeiro. É uma rainha que se sacrifica pelo poder, é prática e inteligente, triste quando sorri. Tem muita pinta.

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publicado às 09:05

A teoria do arroz

por Carla Hilário Quevedo, em 23.05.14

Thomas Talhelm viveu na China, estuda na Universidade da Virgínia e está a desenvolver a teoria do arroz. Talhelm acha que encontrou a explicação para os chineses a norte do rio Yangtze serem mais individualistas do que os que vivem a sul. A explicação está respectivamente nas culturas de trigo e arroz. O arroz parece desenvolver uma interdependência entre a população da qual os agricultores trigueiros não precisam. Gosto do nome da teoria, mas parece muito simplista. Lembra aqueles filmes do faroeste em que os ganadeiros, mais agressivos, atacavam criadores de ovelhas, mais pachorrentos, e em que ambos hostilizavam os agricultores, mais sedentários, a viver com as famílias. Acredito que as actividades humanas possam moldar as pessoas, mas penso que há várias explicações para isso e não uma só resposta. Pelo menos até que alguém escreva um Romeu e Julieta com uma arrozeira sulista e um colectivista romântico do norte cujas famílias se odeiam.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 16-5-14

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publicado às 19:59

Até que enfim

por Carla Hilário Quevedo, em 23.05.14

Na Universidade do Michigan, concluíram que a actividade mental presente em resolver quebra-cabeças e actividades do género faz bem ao cérebro. Até aqui nada de novo. A novidade foi outra experiência. Foi pedido a um grupo de pessoas que conversasse em vez de se dedicar a Sudokus. Os dois grupos foram submetidos a testes cognitivos e o resultado foi o mesmo. Tanto uma actividade como a outra provocaram estímulos e progressos na actividade cerebral. Conversar é intelectualmente tão benéfico como resolver problemas que exigem concentração. Desenvolver as aptidões sociais é uma excelente ginástica cerebral. A ciência é uma forma de descobrir novas expectativas. Mas também pode ser apenas uma maneira de confirmar certezas antigas, muitas consideradas como ociosamente naturais. Não foi a Grécia Antiga que gabou a actividade de conversar? E antes dela, as discussões interpretativas teológicas e práticas dos judeus não fizeram deles o povo do Livro?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 16-5-14

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publicado às 19:54

Cabide: 29 de Maio a 1 de Junho

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.14

Pedro Rosa Mendes, Gonçalo M. Tavares, Pedro Mexia, Tiago Rodrigues, Carlos Vaz Marques, Maria Filomena Mónica, Carla Hilário Quevedo, João Fazenda e João Miguel Tavares são alguns dos principais colaboradores do primeiro número da Cabide, que acontece no Cinema São Jorge, de 29 de Maio a 1 de Junho. 

Dirigida pelo jornalista João Pombeiro e pelo designer Luís Alegre, a Cabide lança, na sua capa, a pergunta que marca a actualidade: «Saberemos tomar conta de nós?». 

As respostas podem ser encontradas na entrevista de Carlos Vaz Marques a Eduardo Lourenço, no ensaio de Pedro Rosa Mendes («Saída limpa, Portugal na lama»), na conferência de Gonçalo M. Tavares («É preferível um anjo a uma pedra»), na «carta de despedida à troika» do encenador Tiago Rodrigues, nos debates sem moderação entre Maria Filomena Mónica e Miguel Pinheiro, Joaquim Vieira e João Miguel Tavares e Onésimo Teotónio Almeida e Miguel Real ou nas «as palavras em crise» de Carla Hilário Quevedo.

Mas há mais respostas: a estreia do documentário «Othon», realizado por Guillaume Pazat e Martim Ramos, as ilustrações originais de João Fazenda, Alex Gozblau e Nuno Saraiva, a instalação-vídeo de Miguel Palma e Luís Pedro Cabral, o DJ set de Joaquim Albergaria, os desenhos dos Urban Sketchers, as «histórias para Xerazade», com a presença dos jornalistas do projecto de cinema «As Mil e Umas Noites, de Miguel Gomes, e uma manhã infantil muito especial para celebrar o Dia Mundial da Criança (patrocinada pela Missão UP, um projecto educativo da Galp Energia), com destaque para um concerto da banda Galo Gordo. 

A Cabide orgulha-se ainda de receber a estreia da «Terra do Som», mostra internacional de rádio organizada pela editora BOCA (www.boca.pt/terra-do-som.html).

Este primeiro número da Cabide tem um preço de 9,99€.
Mas tal como as melhores revistas, a Cabide também prepara dois «extras» de alto valor acrescentado: a peça «O Lago Constança», encenada por Pedro Mexia e com interpretação de Cristóvão Campos, Maya Booth e Teresa Tavares (7,5€), e o concerto de abertura dos You Can´t Win Charlie Brown (8,5€). 

Informação completa em:
www.cabide.sapo.pt (programação e horários)
www.facebook.com/revistacabide (já com mais de 8500 fãs)
www.vimeo.com/revistacabide (vídeos originais Cabide)

Locais de venda: Cinema São Jorge, Ticketline (www.ticketline.sapo.pt), Fnac, Worten, El Corte Inglés, C.C. Dolce Vita, Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, A.B.E.P., MMM Ticket e C.C. Mundicenter e U-Ticketline.

 

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publicado às 19:36

Primeiras consequências

por Carla Hilário Quevedo, em 19.05.14

Europe’s ‘Right to Be Forgotten’ Ruling Is Unforgettably Confusing

 

Pedófilo entre os que querem ser esquecidos na Net

 

Strauss-Kahn vai processar Abel Ferrara porque tem “direito ao esquecimento”

 

Only the powerful will benefit from the 'right to be forgotten'

 

Europe's 'Right To Be Forgotten' Clashes With U.S. Right To Know

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publicado às 10:28

Vidas passadas não movem moinhos

por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.14
App InstaEffects com filtro Metropolis luminoso e autocolantes sobre imagem de inscrição em mármore em exibição no British Museum. As partes apagadas (por damnatio memoriae) referiam-se a Geta, filho do imperador Sétimo Severo.

 

Por uma coincidência feliz, Alexandra Solnado esteve quase para apresentar uma palestra na Assembleia da República sobre como trata doentes através do método revolucionário de “limpar as memórias” na mesma semana em que o Tribunal de Justiça da União Europeia reconheceu o “direito ao esquecimento” na internet. Infelizmente, porém, a Assembleia cancelou a palestra de Alexandra Solnado, impedindo os deputados (os únicos convidados) de saberem como apagar as memórias e assim serem saudáveis para sempre.

 

Porém, a relação entre “esquecer” e “curar” não me desagrada, mas sejamos francos: quem esquece? Ou melhor, como é possível “curar” sem “esquecer”? A pergunta interessa a vários autores mortos de quem gosto. É uma pergunta que o biógrafo Plutarco responderia num dos seus ensaios morais de uma maneira surpreendente: vivendo em público. Há que notar que as diferenças entre público e privado no século primeiro estavam longe de ser as mesmas de hoje em dia. Uma diferença importante também daquele tempo para o nosso era a incapacidade de anonimato, e penso que é a isso que Plutarco se refere quando fala de uma vida escondida ou secreta como a pior que se podia ter. As razões eram simples: uma pessoa de quem nada se sabe, que se esconde, que não participa nas discussões, nunca poderá ser confrontada com os seus erros e, como tal, não corrigirá a sua conduta. De igual modo, também nunca será incentivada nas qualidades que exiba. O argumento de Plutarco leva-me ingenuamente a pensar que talvez gostasse dos nossos tempos e da internet.  

 

Mas basta do que interessa. A partir de agora, os tribunais europeus podem ordenar aos motores de busca que eliminem links para certas páginas, desde que os queixosos provem que a informação não deve estar associada ao seu nome. Tudo começou com uma queixa ao Google de um cidadão espanhol que tinha uma dívida, que a pagou e cujo nome, graças ao Google e afins, continuou a aparecer numa notícia no La Vanguardia. O homem queria apagar o momento da sua vida da internet e, pelos vistos, agora está mais perto de o conseguir. Embora simpatize com o sofrimento de quem teve um problema e não queira viver o resto da sua vida associado a ele, não sei se o “direito ao esquecimento” se deve sobrepor ao direito à liberdade de expressão. A luta, bem sei, com o Google é desigual, mas é legítimo censurar o passado vivido? Pensemos no caso dos políticos, por exemplo. Vão poder exigir que o seu passado seja apagado para refazerem as suas imagens para cada campanha?

 

O pior é que o direito ao esquecimento faz lembrar a damnatio memoriae dos romanos. Vários imperadores e não só foram condenados ao esquecimento depois da morte, porque eram más pessoas ou porque os seus sucessores não queriam que fossem lembrados. Os nomes eram apagados dos monumentos, as estátuas mutiladas, as efígies riscadas das moedas. Agora temos o Google a fazer o mesmo sob a capa de um direito que não é nosso para dispormos dele. Para mais, nenhum condenado ao esquecimento foi de facto esquecido. 

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 17/18-5-14.

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publicado às 20:47

Fargo

por Carla Hilário Quevedo, em 16.05.14

O aviso surge ao início: a história contada baseou-se em factos reais e só os nomes das vítimas foram alterados por respeito à família. Um homem com uma franjinha parecida com a que teria Júlio César e com a fúria homicida de Anton Chigurh, personagem criada por Cormac McCarthy e imortalizada por Ethan e Joel Coen, no filme No Country For Old Men, aparece numa cidadezinha no Minnesota. Mas foi outro filme dos irmãos Coen, Fargo, de 1996, que serviu de base à actual série homónima que estreou na semana passada entre nós. Billy Bob Thorton é o diabólico Lorne Malvo, que chega a Bemidji e modifica a sua vida superficialmente pacata. Começa por Lester Nygaard, representado pelo excelente actor Martin Freeman, um vendedor de seguros vexado, ofendido, derrotado, à espera da voz de um assassino para viver. E ela aparece, na sala de espera de um hospital. O trilho de crimes, a maldade, a facilidade, são assuntos a descobrir aos domingos à noite.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 9-5-14

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publicado às 19:46

Podes crer

por Carla Hilário Quevedo, em 16.05.14

O Telegraph noticiou um estudo que comprova que podemos ter stress quando vemos televisão. Os pormenores do trabalho científico que levou a esta conclusão são irrelevantes. Nunca duvidei. Quem viu o nono episódio da terceira temporada de A Guerra dos Tronos, mais conhecido por Red Wedding, sabe do que falo. O medo e a surpresa da crueldade provocam choques incontroláveis, quer na ficção quer na vida real. As imagens dos estudantes coreanos a brincar nos camarotes, sem se aperceberem da tragédia à espreita, são também exemplo disto. O vídeo amador era uma verdade, que, apesar da filmagem, não ficcionava, quero dizer, não se distanciava do horror. Podemos pensar que a ficção tem menos peso na nossa sensibilidade, mas estaremos a mentir a nós mesmos. Muitos escritores não tiveram piedade dos nossos corações. Mas às vezes ficamos envergonhados. Por exemplo, lembro-me de Jack Bauer e da série 24, e de me sentir como se tivesse saído de uma aula de zumba.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 9-5-14

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publicado às 19:43

Estado em que se encontra este blogue

por Carla Hilário Quevedo, em 15.05.14

Estou quase, quase; é só mais um momento.

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publicado às 19:58

Olhar para animais

por Carla Hilário Quevedo, em 15.05.14

Animal Magnetism é um ensaio do biólogo David P. Barash, na deslumbrante Aeon Magazine, sobre o que nos levará a gostar tanto de olhar para (outros) animais. Inclui uma grande foto de Martin Parr.

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publicado às 19:56

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