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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.14

Angelina Jolie

 

... é difícil haver pior casting do que Angelina Jolie como Olímpia, mãe de Alexandre, no filme de Oliver Stone. Se compararmos maus castings, Russell Crowe em Les Miserables (cf. Modern Family) até parece uma escolha razoável. Isto porque hoje é lembrada a morte de Alexandre, o Grande, envolta em mistério e dúvidas. A data será também provável, 11 de Junho de 323 a.C. Mas ninguém se entende sobre as causas. Há um bom artigo sobre o tema na History Today.  

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publicado às 09:39

Row, row, row your boat

por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.14

Da esquerda para a direita: David Cameron, Angela Merkel, primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, e primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, durante uma visita à residência de Verão de Reinfeldt, em Harpsund, a sul de Estocolmo.

 

Gently down the stream. 

Merrily, merrily, merrily, merrily,

Life is but a dream.

 

Ou, numa versão alternativa desta nursery rhyme: 

 

Row, row, row your boat,

Gently down the stream.

If you see an alligator,

Don't forget to scream.

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publicado às 12:14

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.14
Anna Karina 

 

... o episódio de domingo de Fargo foi demasiado acelerado. Foi muita coisa a acontecer num breve espaço de tempo. Vou ver outra vez. 

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publicado às 11:10

"I don't know why she swallowed that fly"

por Carla Hilário Quevedo, em 07.06.14

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publicado às 22:45

E vivam em paz

por Carla Hilário Quevedo, em 05.06.14

O Patriarca de Jerusalém, o Arcebispo Fouad Twal, aconselhou os observadores da visita do Papa à Terra Santa a darem mais atenção aos gestos do que às palavras. A comitiva de Francisco era já um manifesto. Foi acompanhado pelo rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka, e pelo professor Omar Abboud, presidente do Instituto do Diálogo Inter-religioso da capital argentina. Em Jerusalém, o Papa esteve no Muro das Lamentações, mas também se deteve no muro de separação construído pelos israelitas como medida de segurança. No seu encontro com Muhammad Ahmad Hussein, o Grão Mufti de Jerusalém, exortou que ninguém usasse o nome de Deus para justificar a violência e depositou, acto inédito na história das visitas papais a Israel, uma coroa de flores na tumba de Theodor Herzl, fundador do sionismo. A posição do Papa Francisco é simples. As comunidades têm direito a viver naquele sítio, a terem estados separados e ambas têm a obrigação de se entenderem. E pronto. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 30-5-14

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publicado às 18:17

Parte do problema

por Carla Hilário Quevedo, em 05.06.14

Os resultados em Portugal das eleições europeias deram indicadores a respeito do que os eleitores não querem. Os números são claros: 66,1% de abstenção e 7,4% de votos brancos e nulos perfazem um total de 73,5% do eleitorado que recusa o sistema. PS, PSD e CDS podem andar entretidos com as suas percentagens medíocres, uns a cantar uma vitória embaraçosa e os outros a esperar que as coisas melhorem “um bocadinho”, para ver se se salvam. As pessoas mostraram que não estão interessadas em ninguém. Nem em Marinho Pinto, um Fernando Nobre revisitado. Não estão interessadas em ninguém e não querem eleger os seus representantes desta forma. Urge discutir a mudança da lei eleitoral e a forma de votarmos em quem nos representa. Façam-no já e talvez recuperem o interesse perdido dos eleitores desgastados por tantos que se dedicam a representar os seus próprios interesses. São parte do problema, mas ainda poderão ir a tempo de fazer parte da solução. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 30-5-14

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publicado às 18:15

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 05.06.14

 Lizzy Caplan

 

... já dizia o Stephen King que all work and no play makes Jack a dull boy. Isto anda um bocadinho mais lento, mas as causas são boas. Só posso dizer que o último episódio de Game of Thrones me fez impressão. Tapei os olhos naquela cena e não gostei especialmente do diálogo sobre o primo que matava escaravelhos à pedrada. Yeah, but, no, but, nas palavras imortais de Vicky Pollard. Sou uma espectadora super-exigente. Quase tudo me aborrece, à excepção de Fargo. Vejo os episódios duas vezes, uma no dia, a outra no dia seguinte e fico a pensar neles, com vontade de ver algumas cenas outra vez. Há dias fui ver que vida tinha o Billy Bob Thornton e percebi que foi casado cinco vezes, a última com Angelina Jolie. Não é que tenha de ser muito inteligente para fazer um papel como o do diabólico Lorne Malvo, mas há uma inteligência em perceber que ser casado com uma mulher excepcional é o máximo a que um homem pode aspirar na sua vida amorosa. Se não resulta com aquela, então basta. Sempre gostei do Billy Bob Thornton, que é um vilão louco em Fargo. Diz coisas como: "Os romanos, que foram criados por lobos, vêem um tipo a transformar água em vinho e devoram-no. Não há santos no reino animal. Só pequeno-almoço e jantar." O atractivo da maldade é a sua simplicidade: é tudo tão fácil.

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publicado às 08:26

Dia da Criança

por Carla Hilário Quevedo, em 01.06.14

De pequenino a olhar para Matisse. Via Hyperallergic.

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publicado às 20:37

Saber ao passado

por Carla Hilário Quevedo, em 01.06.14
App Instagram com filtro Amaro

 

No sábado passado assisti a uma conversa memorável entre Maria de Lourdes Modesto e Miguel Esteves Cardoso, na deslumbrante loja da Vida Portuguesa no Intendente, em Lisboa. O evento fez parte de uma iniciativa de Catarina Portas, que em boa hora organizou um Mês de Maio de MEC, de “celebração da obra de um escritor que nos vem inspirando a todos”, e que começou com o lançamento do novo livro, Amores e saudades de um português arreliado, e que termina hoje, dia 31, às 17h, com uma conversa com Paulo Portas sobre os anos de O Independente.

 

Catarina Portas abriu a discussão com uma pergunta sobre vícios da nossa cozinha e Maria de Lourdes Modesto apontou dois problemas: a falta que faz a passagem de testemunho dos ensinamentos da cozinha tradicional portuguesa de mães para filhas e a falta de supervisão nos restaurantes que vendem pratos de bacalhau à Braz que não seguem a receita, mas que continuam a ter o mesmo nome. A crítica foi acompanhada por Miguel Esteves Cardoso que fez uma analogia com um verso de Camões demasiado engraçada para ser reproduzida aqui. Houve gargalhadas e palmas. A crítica corajosa de Maria de Lourdes Modesto sobre esta praga que se abateu sobre nós, de estarmos a comer frango à Braz, ou ainda pior, de estarmos a comer peixe cozido com legumes, à boa maneira portuguesa, e despachar hambúrgueres e bolonhesas para as crianças, foi acompanhada por Maria Manuel Valagão, que se juntou à mesa. Autora de dois livros sobre gastronomia portuguesa, sobre as suas origens, as plantas usadas, os hábitos de cozinha, etc., Maria Manuel Valagão apresentou o lado bom dos vícios, que consiste no gosto assumido dos portugueses pelos petiscos.

 

A participação do público foi notável, com várias senhoras, e um cavalheiro, a intervir na discussão, contribuindo com histórias de cozinha, partilhando ensinamentos e curiosidades. Uma das perplexidades, ainda sobre o que Maria de Lourdes Modesto dissera sobre a passagem de testemunho, foi a vontade de mulheres hoje entre os 35 e os 45 anos aprenderem a cozinhar. Maria João Esteves Cardoso ofereceu a explicação mais certeira para este interesse renovado pela cozinha tradicional. Muitas dessas mulheres “aprenderam” a cozinhar só por estarem presentes na cozinha quando mães ou avós cozinhavam. Só por terem sido expostas a um hábito, tinham sido capazes de reproduzir certos sabores de que tinham saudades. Era a necessidade de voltar comer aquela sopa de agrião que as levava a experimentar o que não sabiam.

 

Tive uma experiência parecida com a da Maria João. Nunca aprendi realmente a cozinhar, mas vi confeccionar inúmeros pratos em casa da minha avó, uma cozinheira extraordinária. Também nunca quis saber muito. Até ao dia em que me vi em Atenas, um sítio onde, sacrilégio!, ninguém almoça. Por sorte ou precaução, tinha levado o livro de receitas da minha avó e as Receitas escolhidas de Maria de Lourdes Modesto. Precisava de comer a minha comida para sobreviver num sítio com hábitos gastronómicos interessantes, mas diferentes. Passei três anos a estudar grego e a cozinhar. Esta é a parte feliz da história. Obrigada, querida avó! Obrigada, Maria de Lourdes Modesto!

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 31-5-14.

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publicado às 20:31

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