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Elaine Stritch (1925-2014)

por Carla Hilário Quevedo, em 18.07.14

Morreu a extraordinária Elaine Stritch, que notícia triste. 

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publicado às 16:25

"Hey, hey, hey, go away"

por Carla Hilário Quevedo, em 18.07.14

Blurred Lines é uma boa canção de "Weird Al" Yankovic. 

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publicado às 15:59

Shopping spree

por Carla Hilário Quevedo, em 17.07.14

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publicado às 19:14

Portugueses no mundo

por Carla Hilário Quevedo, em 16.07.14

Erica Fontes tem 21 anos e protagonizou a sua primeira cena pornográfica aos 18. Foi a primeira portuguesa a conquistar o prémio XBIZ, atribuído pela associação de filmes para adultos dos Estados Unidos. A nacionalidade da vencedora levou a um destaque insólito na imprensa portuguesa. Não duvido dos talentos desta portuguesa que triunfou no estrangeiro. É mais uma prova de que o talento nacional só obtém o reconhecimento que merece fora do país. Não sendo especialista neste género cinematográfico, pergunto quais serão as qualidades de Erica para ser primus inter pares. Confesso que a atribuição do prémio me intrigou porque não sei que contributo qualitativo terá trazido a esta indústria competitiva e popular (embora monótona). Uma possibilidade é Erica ser de uma perspectiva interpretativa melhor do que as outras. Mas como? Mais subtil? Mais dramática? Mais natural? Não faço ideia. Fará parte da minha lista de perguntas nunca respondidas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 11-7-14

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publicado às 19:28

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 16.07.14

The Frozen Ground (é difícil ser contra a pena de morte). Compliance (aterrador, a fazer lembrar Die Welle).

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publicado às 19:23

Lago dos Tubarões

por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.14
App CameraBag com filtro Italiano

 

A notícia de que o programa Shark Tank, actualmente transmitido pela SIC Radical, em antena nos Estados Unidos desde 2009, poderá ter uma versão portuguesa, a estrear na SIC em 2015, foi recebida com ironia por espectadores exigentes no Twitter. A desconfiança inicial com a adaptação de um programa norte-americano de imenso sucesso, baseado na ideia simples de apresentar projectos de negócio a potenciais investidores e persuadi-los a desembolsar uma parte do seu capital em troca de uma participação na empresa, resulta numa certa percepção da realidade portuguesa. Portugal não é um país com tradição na iniciativa privada e se formos tomar o desaparecido de cena Miguel “bater punho” Gonçalves como exemplo do empreendedorismo lusitano, percebemos as piadas em torno do Lago dos Tubarões.

 

Esta falta de tradição de empreendedorismo, no sentido adulto da palavra, resulta também da falta de necessidade de pensar de uma certa forma a respeito do se quer para si próprio. Ideias antigas de ter um emprego para a vida, na função pública, com estabilidade e segurança, garantido na sequência de uma licenciatura, com uma reforma razoável, terão tido uma influência marcante neste nosso deserto de iniciativa privada. O Estado continua, aliás, a ser empregador ou cliente na maioria dos casos, e quando não o é está entranhado na mentalidade de muitas empresas em Portugal, no modo como são geridas, como decidem e na maneira como funcionam. As excepções são ainda infelizmente isso mesmo, excepções, mesmo num contexto de risco, em que uns perdem e outros ganham por variadíssimas razões.

 

Vejo a notícia sobre um Lago dos Tubarões português com optimismo. Acho graça quando sugerem no Twitter que o título poderia ser “Alguidar das Lulas” ou “Piscina dos Robalos”, mas ao mesmo tempo imagino um programa acima de tudo didáctico, em que se pode aprender muito sobre boas ideias inúteis, boas ideias concretizáveis, más ideias que parecem boas, boas e más práticas de qualquer negócio, o que se espera de um empreendedor, o que é um investidor de risco, o que pode ser o caso de “uma ideia com potencial”. É certo de estamos a falar de um formato híbrido de reality show e concurso; ou seja, de um programa de entretenimento. Acontece assim nos Estados Unidos, um sítio onde é possível defender o direito a porte de arma, “porque se paga impostos”. O exemplo serve apenas sublinhar que aquilo que é comum para um americano, por uma questão de tradição, história, educação, espaço e oportunidades, está longe de o ser para, por exemplo, um português. O Shark Tank é programa de entretenimento nos Estados Unidos. Em Portugal, dada a sua tradição de desconfiança sobre tudo o que é privado, é serviço público e, como tal, tenho pena que não seja transmitido na RTP.

 

Resta agora saber quem serão os investidores convidados e que tipo de empreendedores vão ser seleccionados para aparecer. Muito do sucesso do programa em Portugal depende da escolha dos intervenientes. Como acontece, aliás, na grande maioria dos casos de sucesso. 

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 12/13-7-14.

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publicado às 19:57

Mundial no Twitter

por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.14

Liniers no La Nación.

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publicado às 19:47

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.14
Sophia Loren, bem acompanhada

 

... abraça hoje o teu lado português e chora o dia todo, querido.

- Achas?

- Tens direito. Até aproveito e choro contigo.

- Só a manhã.

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publicado às 09:09

Em estágio (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 11.07.14

 

Neste vídeo, Hitler é informado de que a Holanda perdeu e que não jogará contra a Alemanha na final. Resolvi fazer um mini-glossário para que se entendam as legendas em toda a sua plenitude. Também incluí alguma informação para nabos e nabas, sem cultura futebolística. 

 

Final de 86 no México: a Argentina ganhou à Alemanha por 3 a 2. 

Turcos: são mesmo jogadores turcos na equipa alemã, Khedira, Ozil e outro, e não um termo qualquer ofensivo. 

"Mascherano se golpea el dedo chiquito del pie, y le duele al mueble!": "Mascherano bate com o dedo pequenino do pé e é o móvel que fica magoado" é um exemplo de piada argentina típica que não existe em mais sítio nenhum do mundo. Abençoado povo!

"La heladera se pone las ojotas quando Mascherano va a abrirla descalzo": "O frigorífico calça as havaianas quando Mascherano anda descalço", é outra. 

Enano: anão. Usado para Kun Aguero e também Messi, que por vezes é referido com "la pulga". 

3 a 1 em 2012: resultado de um jogo amigável, em que a Alemanha perdeu.

Codesal: árbitro mexicano no Mundial de Itália, que inventou um penálti que deu a vitória à Alemanha.

"Mascherano te quita lo bailado": "Mascherano tira-te tudo de bom que já viveste."

Chiquito: Romero.

Hinchada: claque de adeptos.

Pipita: Higuaín 

Boaten: Boateng (gracias, Nuno!), um da Alemanha.

Pocho: Lavezzi.

"Tranquila, nos vamos a vivir a Argentina": referência à ida dos nazis para a Argentina depois da Segunda Guerra Mundial. 

Potrero: jogar na rua (onde havia cavalos em Buenos Aires).

"La puta que los re parió": o uso de "re" é uma constante e significa "muito" ou "a dobrar"; por exemplo, "rebueno", "remal", "te requiero". 

 

O glossário nunca teria sido possível sem a colaboração íntima do Carlos Quevedo.

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publicado às 19:41

Em estágio

por Carla Hilário Quevedo, em 11.07.14

Brasil, decime qué se siente tener en casa a tu papá.

Te juro que aunque pasen los años, nunca nos vamos a olvidar.

Que el Diego te gambeteó, que Cani te vacunó,

Que estás llorando desde Italia hasta hoy.

A Messi lo vas a ver, la Copa nos va a traer,

Maradona es más grande que Pelé.


O cântico dos adeptos argentinos neste Mundial no Brasil a ser interpretado pelo Regimento de Granadeiros a Cavalo (aqui a pé) "General San Martín" durante os festejos do 9 de Julho, dia oficial da independência, na província de Tucumán. A letra é a que vêem em cima. A melodia é a de Bad Rising Moon, dos Creedence Clearwater Revival, que estão orgulhosos da versão.

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publicado às 19:16

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 09.07.14

Thomas Eakins, Two Pupils in Greek Dress, 1883

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publicado às 19:44

Baseado numa história de ficção

por Carla Hilário Quevedo, em 08.07.14

A série de televisão Fargo está prestes a chegar ao fim. Baseada no filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, Fargo começa como o filme, com a advertência de que aquela história rocambolesca aconteceu na vida dita real: «This is a true story». Mas Fargo não tem nenhuma relação com nenhum homicídio brutal no Minnesota. Alice Vincent escreveu no Telegraph que o mais perto da realidade que Fargo esteve foi com a morte de uma empregada de escritório chamada Takako Konishi, em 2001, cinco anos após a estreia do filme, encontrada sem vida na neve em Detroit Lakes. O caso foi arquivado como suicídio, mas descobriu-se que Konishi tinha viajado entre Bismarck e Fargo com um amante. Um mal-entendido com a polícia de Bismarck parece ter levado à ideia de que Konishi procurava a mala de dinheiro escondida pela personagem representada por Steve Buscemi, Carl Showalter, no filme. Há um documentário de Paul Berczeller sobre o caso. Chama-se This Is A True Story.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 4-7-14

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publicado às 19:42

Contágio emocional

por Carla Hilário Quevedo, em 08.07.14

O estudo de manipulação de emoções pelo Facebook parece uma ideia estapafúrdia, mas talvez não o seja realmente. Afinal de contas, para que serve o Facebook? Para vender, publicitar, vender. O que interessa a muitos utilizadores que por lá navegam na sua ingenuidade de publicação de fotografias de férias é irrelevante. A experiência aconteceu mesmo. O Facebook baralhou os feeds de 700 mil utilizadores e manipulou aquilo que lhes interessava que vissem, manipulando as suas emoções, expondo-os a posts alegres ou tristes conforme a sua vontade de testar reacções. O objectivo consistia em verificar como reagiam a posts alegres dos amigos, por exemplo. Ao que parece, houve uma menor quantidade de cliques durante a exposição à felicidade. O estudo realizado por investigadores de Cornell e da Universidade da Califórnia foi realizado sem o consentimento dos visados. A quantos estudos do género estaremos a ser sujeitos? Como sabotamos os resultados?

 

Publiacdo na Tabu, Cinco Sentidos, 4-7-14

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publicado às 19:35

Math

por Carla Hilário Quevedo, em 08.07.14

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publicado às 13:59

A olhar para o caderno

por Carla Hilário Quevedo, em 08.07.14

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publicado às 13:47