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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 10.04.16

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 Vera Farmiga

 

... a pensar que as minhas séries preferidas hoje são Masters of Sex e Bates Motel. Por causa da complexidade das personagens, dos extraordinários actores, da complicação das histórias. Norma Bates é uma mulher prática e delicada, características que vão ao encontro de um certo imaginário sobre mulheres e que é tão atractivo quanto assustador. Além de tudo, que é muito, está sempre muitíssimo bem vestida. Love!

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publicado às 09:50

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 09.04.16

Spy (superfã da Melissa McCarthy).

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publicado às 18:48

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 09.04.16

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 Elizabeth Taylor

 

... o caso das "bofetadas", que pouco ou nada tem que ver com bofetadas, teve o mérito de servir de distracção à tristeza. Não lhe chamam infotainment por acaso. A pessoa fica informada ao mesmo tempo que é entretida, quase embalada, na sucessão de análises sobre o caso. Não ouvi, no entanto, ninguém dizer que se trata de uma questão de poder puro e simples. Andam muito à volta das "salutares bofetadas", mas o que me parece divertido é haver um ministro que acha que "tem direito à sua opinião" e um primeiro-ministro que não hesita em aproveitar a falta de noção para mostrar quem manda. João Soares achava que era livre e imperador, que podia "ser ele próprio", ter Facebook, andar à solta a dizer coisas e a fazer selfies. Depois bateu de frente com a realidade, como se diz agora. E a realidade é que acabou por ser usado para reforçar a autoridade de António Costa. Não podia ter corrido melhor.

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publicado às 08:52

13

por Carla Hilário Quevedo, em 05.04.16

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 Cartoon já antigo mas sempre actual de Lee Lorenz, na revista The New Yorker

 

O bomba inteligente cumpriu 13 anos no dia 2 de Abril. Não me apetece festejar mas agradeço a lembrança ao sempre amável Pedro Correia

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publicado às 15:13

Obra feita

por Carla Hilário Quevedo, em 05.04.16

The New Yorker

Cartoon de Mark Twohy, na revista The New Yorker

 

O Varandas, como qualquer gato que se preze, deixa uma obra vasta (na opinião de especialistas) ou um rasto de destruição (segundo os leigos). As costas dos sofás, apesar do espaço, nunca o interessaram e o seu estilo não se caracteriza pela técnica de cravar as unhas e deixar-se escorregar preguiçosamente por ali abaixo. Os cantos e os braços dos sofás, os lados das cadeiras forradas e até alguns cantos de parapeitos revestidos a gesso (uma preferência de juventude) eram mais adequados à técnica do pontilhado (mais conhecido por pontilhismo) que praticou ao longo da vida, seguindo mestres como Seurat ou Signac. Apreciador da minúcia, fez um trabalhinho competente do lado esquerdo de um cadeirão de pele. O treino intenso desta técnica está presente num canto acessível, já rasgado de tanto pontilhar, de um dos sofás. A insensibilidade humana à arte varandiana levou à substituição dos forros das cadeiras por novos e de material menos "pontilhável" (na medida do possível, que é nenhuma), mas as telas já não estavam em condições. O querido gatinho deixou a sua marca e não tenciono para já comprar móveis novos.

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publicado às 14:50

Varandas (1998-2016)

por Carla Hilário Quevedo, em 02.04.16

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O Varandas morreu hoje por volta das 11h30. Não consigo ser tão precisa quanto à data do seu nascimento, mas pelas minhas contas e com a ajuda da memória da Maria João, o gato terá nascido em Setembro de 1998 (ah, era um virginiano!). Apareceu em casa do meu namorado em inícios de 1999. Nunca mais me esqueci daquele primeiro momento em que o vi a correr pelo corredor fora direito a mim. Era uma bola de pêlo com patas que parecia rebolar na minha direcção. A partir daí adoptámo-nos um ao outro, embora gostasse de pensar que o Varandas era uma espécie de rival e de fantasiar que era uma espécie de intrusa na casa onde ele morava com o grande amor da vida dele, que também era o grande amor da minha vida. Tudo um disparate destinado a ser tema de conversa e galhofa. O gato acompanhou-me ao longo dos anos e dormia ao meu lado enquanto eu escrevia. Parece um cliché, e é a mais pura verdade. Foi o protagonista da série Ninho de cucos, e fez parte da nossa vida durante quase 18 anos. Foi um grande amigo e foi um herói quando salvou a Marieta com uma transfusão de sangue, mas não se deu bem com a família quando estiveram reunidos por escassos instantes (e nós, tão estúpidos, a acharmos que ia ser boa ideia reunir os gatinhos...). Sempre teve uns rins frágeis mas nunca esteve realmente doente até há um ano e meio lhe ser diagnosticada uma insuficiência renal, que fomos tratando até não haver mais nada a fazer. A doença agravou-se desde o Natal e sei que ficou todo este tempo connosco porque era muito amado. Descansa em paz, querido bicho.

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publicado às 23:11

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