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Totally

por Carla Hilário Quevedo, em 31.01.17

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Cartoon de Peter Kuper, na New Yorker.

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publicado às 07:56

Venho, por este meio, dizer mais

por Carla Hilário Quevedo, em 28.01.17

Anteontem, no Irritações, Domingos Amaral acusou-me de ser "conservadora de direita" e depois "profundamente de esquerda" quando falo de mulheres. Respondi que todo o tipo de pessoas participou na Marcha das Mulheres, desde radicais de esquerda, bibliotecárias, a mulheres que defendem a proibição do aborto. Famílias inteiras, crianças e freiras (que podem ser mais liberais mas não têm uma posição anti-aborto) marcharam contra Trump e contra uma atitude que consideram ser hostil e discriminatória a todo um género. Embora a esquerda tenha feito o favor, é certo que muito com a cumplicidade de uma direita passiva, de se apropriar de todas as causas e mais alguma, a verdade é que ser feminista não é de direita nem de esquerda. Trata-se de abrir os olhos e perceber o óbvio. Homens e mulheres são iguais perante a lei, têm direitos e deveres iguais e, no entanto, as mulheres ainda não têm oportunidades iguais, não têm salários iguais e muitas vezes são tratadas como inferiores aos homens, um tratamento indigno, com consequências, que ainda hoje nos países ditos civilizados é desculpado. Em questões mais quotidianas (piropos, etc.) estou de acordo com Camille Paglia e Christopher Tietjens (um dia falaremos sobre a importância do cavalheirismo neste tempo): a mulher tem todo o direito a defender-se. E sem precisar de ninguém, nem do Estado, excepto nos casos de crime, evidentemente. E é por tudo isto que refuto a acusação de haver um osso de esquerdice neste corpo escultural que Deus me deu. 

 

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Fotografia de Erin Kesler, Raleigh, Carolina do Norte. 

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publicado às 09:12

Mary Tyler Moore (1936-2017)

por Carla Hilário Quevedo, em 26.01.17

How Mary Tyler Moore Subverted TV Sexism with a Pair of Capris

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publicado às 12:03

Um desenho intrigante

por Carla Hilário Quevedo, em 25.01.17

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Edgar Degas, Cabeças de um homem e de uma mulherca. 1870-1880

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publicado às 09:01

Se não fossem o Saturday Night Live...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.01.17

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... e os cartoons da New Yorker, já estava internada. Este é de Joe Dator, de Novembro do ano passado, mas mais actual não podia ser.

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publicado às 08:24

Resumo do dia de ontem

por Carla Hilário Quevedo, em 22.01.17

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Ontem, a #WomensMarch mostrou como as mulheres são criativas e têm humor: duas armas preciosas para combater a boçalidade da tirania e da estupidez. Esta imagem é da marcha em Nova Iorque e lembrou-me a pergunta de Sigmund Freud: o que querem as mulheres? De todos, querem respeito. E depois, de alguns, além de respeito, querem que não cheguem tarde, de outros que não façam muitas perguntas e de outros que percebam. 

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Em Roma, sê romana. #WomensMarch

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Em Londres, sê sarcástica. #WomensMarch

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Em Telavive, sê eloquente. #WomensMarch

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E em Washington, sê rigorosa. A todas, uma salva de palmas! #WomensMarch  

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publicado às 09:56

Resumo do dia de ontem

por Carla Hilário Quevedo, em 21.01.17

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Manifestante pacífico e perplexo com toda esta situação da #Inauguration. 

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 Huma Abedin, chefe de gabinete adjunta de Hillary Clinton e assessora principal na campanha à presidência, apareceu adequadamente vestida para o funeral da maior potência do mundo livre.

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George W. Bush tenta inutilmente dominar um poncho de plástico.

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Entretanto, na Alemanha, a única estadista digna desse nome na Europa (e talvez presentemente no mundo) aproveitou a #Inauguration para descansar os olhos num Monet. Dedicado a todos os que consideram a arte inútil. 

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publicado às 09:39

Winter is here

por Carla Hilário Quevedo, em 20.01.17

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Jasper Johns, Flag on Orange Field, 1957

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publicado às 08:03

A minha opinião sobre a TSU

por Carla Hilário Quevedo, em 19.01.17

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publicado às 23:24

Hoje, às 19h

por Carla Hilário Quevedo, em 18.01.17

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publicado às 09:50

Acordar para o caos

por Carla Hilário Quevedo, em 17.01.17

"A woman from Brighton is waking up to chaos on Twitter after having been singled out by Donald Trump as his daughter." Notícia do Guardian sobre o Presidente eleito dos Estados Unidos, que acha que as mulheres são todas iguais.

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publicado às 09:05

"You're in? You're in? You're in?"

por Carla Hilário Quevedo, em 15.01.17

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publicado às 10:39

Fazer amigos (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 14.01.17

Anteontem, no Irritações, irritei-me com a moda absurda de nos telejornais irem "ver o que dizem as redes sociais". Numa altura em que se fala da importância do jornalismo, as televisões fazem esta opção estranha de equiparar notícias, reportagens, entrevistas e comentário a leitura de tweets e posts no Facebook de pessoas comuns, que estão a dizer coisas nas redes sociais. Neste vídeo, podemos assistir ao risco que se corre a partir do momento em que se escolhe ler o feed do Twitter, porque precisamente aparece de tudo, desde o comentário mais banal até ao disparate e ao insulto. 

 

Gostava de perceber qual é a ideia das televisões ao fazerem esta opção igualitária, na medida em que parecem validar um desabafo no Twitter como opinião relevante. Também "ir ver o que dizem as redes sociais" é uma actividade impossível, porque tem de haver uma escolha de pessoas a seguir e, portanto, no máximo o que se lê é o que se diz nos cafés da Av. da Liberdade, sendo certo que na Av. de Roma ninguém é lido. O que estamos a ver é a timeline do jornalista ou do canal de televisão? Dantes o jornalista ia para a rua recolher a opinião de quem passava, actividade igualmente inútil. Agora só precisa de um telefone e assim ainda por cima lembra que não há dinheiro para mandar cantar um cego.

 

Resta saber quem está interessado em ver na televisão o que as pessoas dizem no Twitter ou no Facebook. Será uma rubrica para atrair os autores dos tweets e dos posts? Porque, se não forem esses (e mesmo esses, tenho muitas dúvidas), quem quer saber? Se eu quiser ver o que dizem no Twitter ou no Facebook, pego no meu telefone e vejo. 

 

Qual é então o valor jornalístico de mostrar na televisão o que dizem as pessoas nas redes sociais? Por que razão os jornalistas estão tão interessados em desabafos? Querem adular aquele público que não os vê (porque garanto que não vê)? Querem mostrar que são "modernos"? Dar espaço televisivo a timelines mina a credibilidade do noticiário televisivo, porque põe no mesmo saco o que não pertence ao mesmo saco. É uma prova de impotência do jornalismo. Como se o jornalismo se demitisse da sua função de contar as coisas que só o jornalismo pode contar. 

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publicado às 11:11

Coisas que melhoram algumas vidas (145)

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.17

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Já nas livrarias!

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publicado às 16:26

Um homem

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.17

Obama tomou decisões erradas, falhou muitas vezes e é possível que tenha cometido um erro atroz na guerra da Síria, ao não intervir quando devia. O próprio reconheceu falhas. Errou também quando investiu sobretudo em empresas tecnológicas e se esqueceu das pessoas menos qualificadas para a nova realidade. Disse há dias que teria ganho as eleições se pudesse ter sido o candidato. Perdeu uma boa ocasião para estar calado, porque de facto também foi derrotado. O envolvimento de Obama na campanha de Hillary Clinton foi total, o que faz de ambos igualmente perdedores. 

 

Também fez o que pôde e o que o deixaram fazer. Tirou os Estados Unidos de uma recessão profunda em 2008 e deixa um país próspero. Não sei até hoje em que consiste o Obamacare, por isso prefiro não me pronunciar, mas já Clinton tinha apontado falhas que precisavam de ser corrigidas. Porém, não sei se é muito americano ter cobertura de saúde garantida. 

 

Obama não foi o que muitos esperavam. Por mim, superou todas as expectativas. Ajudou nunca o ter visto como um "messias". Respeitar uma pessoa passa por não a pôr num pedestal. O que vejo em Obama é uma constância na sua vida que me inspira alegria, paz e confiança. Foram oito anos sem escândalos, sem casos extraconjugais ridículos, sem histórias de corrupção. Deu dignidade ao cargo, o que não é coisa pouca. E depois não se pode negar que se trata de um homem inteligente, moderado e cool, com grande eloquência e intuição e que parecia fazer tudo bem, mesmo quando as coisas não corriam assim tão bem. Por isso, falam em Obama e penso num homem. Falam em Trump e penso numa caricatura.

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publicado às 10:52

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