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por Carla Hilário Quevedo, em 15.05.07
Eu hoje acordei assim...


Natalie Portman

... o dia está lindo, os passarinhos chilreiam, a visibilidade é razoável, mas há um ventinho muito ligeiro um bocado frio. Os ingleses é que falam do tempo durante horas a fio. Curioso nem sempre parecerem ter o que falar com uma literatura tão importante e vasta. O clima é um tema, I suppose. Gosto desta fotografia de Natalie Portman exibindo um cabelão e um folhareco inocente que parece acentuar um olhar vivo, embora também inocente. É bom ser inocente. Também me impressionei quando ouvi na televisão esta notícia, mas não quis ver as imagens. Ouvi o texto várias vezes ontem e, ao contrário da cara f. (cuja atitude compreendo perfeitamente), fiz os possíveis e os impossíveis para não ver. Os níveis de tolerância - que consiste em falar a respeito de assuntos do género, leia-se, brutalidade sobre mulheres e crianças - atingiram em mim os mais baixos de sempre. E nem sequer podemos dizer que foram animais os que cometeram semelhante acto de barbárie contra a rapariga, Dua Khalil Aswad, porque os animais não fazem essas coisas, obviamente. A propósito, bela frase, estimado Réprobo! E depois é também óbvio que a religião neste caso pesa muito - e esta é uma religião de violência e de morte. Mas não posso falar disto porque me enervo logo de manhã e depois o dia fica mais curto. Prefiro dizer que pus ali ao lado na grafonola o mesmo tema cantado por uma mulher e por um homem. Chama-se Dio come ti amo. São interpretações diferentes, mas ambas muito bonitas. E caro Exactor, o Deus naquela história magnífica contada por Amos Oz diz que não é religioso (porque a religião é algo que pertence aos homens), mas eu (por oposição nada menos que natural) há muito que estou interessada numa religião. Em duas, para ser mais precisa.

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publicado às 09:10