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por Carla Hilário Quevedo, em 28.04.04
Expressões e palavras a abandonar (reacções)



- O Alberto sugeriu que se abandonasse num vão de escada "na minha óptica" e "ao nível de". Que sejam abandonados sem que nenhuma alminha cheia de pena os recolha!

- O Rodrigo sugere a abolição do "eu". Será muito difícil aboli-lo. E a psicoterapia é desaconselhada neste caso. Sugiro que se faça uma dieta de "eu": só em situações de emergência, quando não se puder deixar de o referir por fazer confusão com a terceira pessoa do singular. E nada de confusões entre a primeira e a terceira! O Rodrigo sugere ainda a que se abandone o tão conveniente "alfinete de peito". Não me parece boa ideia. Pode sempre voltar ao velho termo "broche" se preferir.

- O Paulo tem um problema com a palavra "lábios". Isto da Primavera... Bom, em caso de dúvida, omita-se. Porque não dizer simplesmente "beijei a minha mulher"? Aliás, porquê dizer o óbvio? A abandonar: "beijei a minha mulher" e "beijei o meu marido". Ah, e "lábios" usar com cuidadinho, que é para não ouvir a piadinha ordinária.

- A Maria Limonada não gosta de "melindrar". E faz bem. Out!

- A aniversariante Inês não gosta de acessibilidade. É um vocábulo que parece estar a pedi-las, mas eu (agora teve de ser), que não sou de preconceitos, fui ao dicionário ver se seria palavra para pontapear. E não é. A acessibilidade não é o simples acesso, mas a qualidade dos acessos. Por agora fica. Damos-lhe um mês à prova e depois logo vemos. Adenda: "construir acessibilidades" está, obviamente, fora.

- O Afonso sugere o abandono de "gostoso" e de "tudo é relativo". "Gostoso" nem sei se existe! Péssimo, de qualquer modo. Já o "tudo é relativo" ou o "tudo é subjectivo" dão uma tese de doutoramento.

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publicado às 09:38