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por Carla Hilário Quevedo, em 19.03.04
O Meu Pai



Como posso dizer que o meu Pai é especial, sem ofender nenhum dos pais especiais para tantas pessoas? Talvez fazendo um simples exercício de distanciamento. Se o meu Pai não fosse meu Pai, gostava à mesma de o conhecer, de falar com ele, de ser amiga dele, de ter almoços longos com ele, de saber o que se passa na cabeça dele. Porque o meu Pai é um homem muito inteligente e bondoso. E isso confunde, por não ser frequente. No entanto, é muito amado, porque quem o conhece reconhece-lhe essa combinação invulgar, além de muitas outras características que por pudor omitirei. Se o meu Pai fosse pai de outra pessoa, gostaria dele à mesma. Não gosto dele apenas por ser meu Pai.



Dizem que sou parecida com ele: na atitude, no sorriso, até na maneira desajeitada de andar. Mas sei que os filhos são sempre piores que os pais. Aceito essa certeza porque o lote que me coube em sorte foi muito bom e sou grata por isso.



Felizes dias, querido Pai.

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publicado às 19:15