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por Carla Hilário Quevedo, em 19.10.03
Aproveito a calma do domingo (para mim, o melhor dia para blogar) para pôr o correio em dia. Os textos que publicarei em seguida, bem como os respectivos comentários, referem-se à discussão iniciada aqui na quarta-feira.



O Pérfido envia-me a seguinte mensagem: "Não dar erros ortográficos não faz de ninguém um bom escritor. Mas qualquer escritor deve esforçar-se para não cometer erros ortográficos. Afinal de contas, se os cometer inconscientemente, como poderá ter a certeza de fazer passar a mensagem?"



A "mensagem" não passa pela boa ortografia, mas pela "boa semântica" (seja lá o que isso significa) e, mesmo assim, não há garantias nem de que haja mensagem, nem de que passe.



O Pérfido continua: "Há erros mais difí­ceis de detectar. É que, como ambos sabemos, o escritor é o principal responsável pela obra que escreve, enquanto o pedreiro constrói a obra sob as indicações de outros." Sim, parece-me uma evidência.



E conclui: "Mas um livro pode sair torto que não mata ninguém. Logo, o escritor pode experimentar. Espero que nenhum de nós entre em contacto com uma edificação torta..." Logo, o pedreiro é mais importante do que o escritor.

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publicado às 12:10