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por Carla Hilário Quevedo, em 07.08.05
O menino da mamã e da avó (começo)

Não sei se foi Jorge Luis Borges que aconselhou o abandono imediato de um livro que nos desagradasse, ou se estarei já a ser influenciada pela descrição da mãe de Marcel, uma "leitora infiel", ou fiel apenas ao que a entusiasmava. Mas sei que Borges afirmou que, para continuarmos a leitura de um livro, era importante que nos causasse alguma reacção física de agrado. A descrição das sensações é meio caminho andado para a asneira, por isso não revelarei pormenores sobre o que estou a sentir com a leitura de Do Lado de Swann, o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust. Pronto, senti um nó na garganta, um aperto no coração. Mas ainda não me deu um chilique, muito menos o badagaio.

Para começar, uma observação antipática: Marcel era uma criança muito feia.



Alguém tinha de dizer isto.

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publicado às 12:07