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por Carla Hilário Quevedo, em 10.04.03
Hoje fui cortar o cabelo, coisa que desde miúda odeio fazer. Só já não choro porque me fica mal. Mas hoje foi diferente porque tive direito a estagiárias à minha volta a fazerem perguntas, enquanto a cabeleireira-mestra me cortava o cabelo. Após inúmeras explicações acerca do modo de cortar a direito (ai), escortanhar (ugh!), escadear (argh!) e de considerações técnicas acerca das tesouras a utilizar para cada tipo de corte e de cabelo, a cabeleireira-mestra virou-se para o grupo esbugalhado e, como se fosse uma espécie de pitonisa, lançou: "Vocês têm de sentir o coração do cabelo." Pensei em Wittgenstein, no significado das palavras, nos disparates que dizemos a toda a hora.

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publicado às 17:37