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por Carla Hilário Quevedo, em 22.04.03
Apressei-me a ler o artigo do João Pereira Coutinho em O Independente, cujo tema da coluna "Cão" é o livro do Luís Osório; uma conversa entre o pai homossexual e doente de sida há 20 anos e o filho Luís. Quando ouvi falar deste livro, a palavra que me ocorreu para o classificar foi "parasitismo". O JPC escreveu um texto muito bom sobre isso e outras coisas, do qual transcrevo aquela que me parece ser a frase mais elegantemente incisiva e devastadora: "Na verdade, o gesto de Luís Osório é perfeitamente compreensível nos tempos que correm porque, na sua evidente prostituição sentimental, ele é um espelho perfeito dos tempos que passam: uma época em que o fardo do anonimato, preço real das sociedades modernas, exige de nós um esforço hercúleo para emergir da sombra e expressar, sem freio e sem "tabus", os fantamas, as inquietações e as sujidades todas que nos pululam a alma."

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publicado às 11:17