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por Carla Hilário Quevedo, em 15.05.07
Caracóis, sandálias e traições (1)



Extraordinário começo da segunda temporada. O ambiente é escuro e teatral, o que marca uma diferença com a primeira série mais luminosa. Este primeiro episódio da segunda temporada parece na verdade ser o último da primeira. Júlio César jaz morto no Senado, Bruto está muito tremeliques depois de matar César e nem as palavras de orgulho da mãe o confortam. Posca chora a morte do amo e Voreno a da mulher. Excelente cena a de António com Átia, em que esta lhe diz que devia ter lutado com as próprias mãos para vingar César e lhe faz uma cena de ciúmes entretanto, quase a despropósito como só o ciúme se revela. E que maçada ter de levar Calpúrnia atrás! Átia esplendorosa como sempre. Em testamento, César deixa tudo a Octávio, que adopta depois de morto (mas que bela ideia). Ninguém vai para Norte nada. Átia é operemptória: "Antony, we stay". Tito Pulo no céu, Lúcio Voreno no inferno. Tito Pulo acalma Voreno dizendo que se não matou um animal, então a maldição não é válida. Entretanto, nem prostitutas nem actores nem comerciantes sujos podem assistir ao funeral de César. Bons tempos em que se percebia tudo isto só de olhar para as pessoas! Duas cuspidelas em Servillia parecem-me o mínimo. Marco António sabe que há que despachar Bruto para que o testamento de César se cumpra, do mal o menos. Vai conseguir livrar-se de Bruto e de Cássio, mas Servillia tem de ficar. Voltando a Erastes Fulmen no seu antro de criminosos: "We observe the fucking decency!" Revolta-se contra o espectáculo demagógico de Marco António no funeral de César. Voreno descobre quem levou os filhos e perante as palavras de Fulmen faz a única coisa que pode ser feita. Grande final de episódio com Lúcio Voreno a levar na mão a cabeça do assassino com um olhar de cólera impossível de não admirar. Havaianas também são sandálias! E jump aboard, Sofia!

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publicado às 09:24