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por Carla Hilário Quevedo, em 14.05.07
Bom em todas as línguas

"Hoje lembro-me de uma velha história em que um dos personagens - de Jerusalém, está claro, de que outro sítio poderia ser? - está sentado num café em frente de um velho com quem entabula conversa. Ora, o velho é Deus em pessoa. Bem, o personagem não acredita logo, mas, após alguns sinais inconfundíveis, convence-se de que quem se senta do outro lado da mesa é Deus. E tem uma pergunta a fazer-Lhe, uma pergunta crucial, sem dúvida. «Querido Deus, por favor, diz-me de uma vez por todas: qual é a fé verdadeira? A católica romana, a protestante, talvez a judaica, acaso a muçulmana? Qual fé é a verdadeira?» E nesta história, Deus responde: «Para te dizer a verdade, meu filho, não sou religioso, nunca o fui, nem sequer estou interessado na religião.»"

Amos Oz, Contra o fanatismo, tradução de Henrique Tavares e Castro, Edições Asa/Público, Lisboa, 2007, pp. 75-76.

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publicado às 19:51