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por Carla Hilário Quevedo, em 19.10.03
Do Tempo Dual recebo a seguinte mensagem: "Tenho um tio que foi pedreiro, foi durante muitos anos, diziam que era dos melhores. Um dia meteu na cabeça que não conseguia construir mais nada. Dava-lhe assim uma espécie de tremores. E pronto, passou a ser o tio que por causa da doença de nervos deixou de trabalhar. De vez em quando faz umas coisas em casa, ou mesmo para alguns familiares, mas a coisa tem de ser muito bem estudada. Se lhe atiram de jofre com "oh, shor' antónio, tenho um trabalhinho bom para si" lá vêm os tremores.



. Talvez um escritor passe a ser mau quando deixa de ter medo de falhar.



. Essa fasquia pusemo-la lá em baixo no dia em que começamos a acreditar que quem tem um olho é rei, como se por acaso vivessemos em terra de cegos (era o que faltava).



. A desilusão, não sei. Às vezes o direito à desilusão parece um exercício de arrogância. Mas que fazer com a indignação se nos sentimos enganados? Pronto, realmente não sei, esta passo."



Obrigada, Cláudia, pelas muito boas respostas. A terceira, a que passou, está respondida nas suas perguntas.

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publicado às 17:13