Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.08.03
Estive até agora a pensar (e são já muitas horas passadas nisto) na frase que escrevi aí em baixo: "Este é um exemplo do que gosto: de coisas que duram quase para sempre". Não. Do que gosto é das coisas que duram para sempre. Ou seja, do que gosto é das coisas que não existem, porque nada dura para sempre. Mas se não existem, não posso gostar delas.



O facto de o diário ter páginas suficientes para cinco anos de escrita agrada-me. Mas cinco anos não é para sempre. E se for, é algo que só saberei a posteriori, ou seja, depois da morte; ou melhor, é algo que nunca saberei. Saber que o diário dura cinco anos (que é muito tempo para um diário) leva-me a mentir.



Tudo isto para dizer aquela frase é falsa, mas percebe-se o que quero dizer. E com estes disparates vivemos alegremente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:57