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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
Se sei que a cobra está a dormir no cesto, vou lá com a mão fazer-lhe festinhas?



O texto Malquerença escrito pela Inês merece alguns comentários. A preocupação em esclarecer pontos de vista quando ainda nem deu para aquecer ou para expor convenientemente esses ditos pontos de vista parece-me despropositada. Além de que pregar sem praticar me pareça sempre fácil e, muito por isso mesmo, fraco. Ninguém de facto aqui odeia ninguém. Nem os palermas que enviam hate mail. Custa-me mesmo muito a crer. Odiar é uma palavra muito forte e, a meu ver, não pode ser aplicada a desconhecidos, neste contexto estranho em que aqui vivemos. Para se ser saco de boxe é preciso ter uma determinada existência, apesar de tudo. A Inês existe há alguns anos, com certeza. Mas chegou agora à blogosfera (e continuo a achar que muito bem). Diga-nos o que pensa dos assassínios selectivos. Talvez assim possa servir de saco de pancada. A citar Pavese não vai lá.



Leva-me, então, a falar do seu texto inicial sobre o bomba inteligente (que sou eu). Que tenha todos os sentimentos que quiser acerca do que escrevo. Isso não importa. E digo-o mesmo a sério (como aliás o fiz). Já o facto de o escrever no seu blogue, ainda por cima num tom tão desadequado, inclui a Inês nesse grupo de malta que muito bem classifica como gente que precisa de psiquiatra (aliás, já escrevi sobre isso mesmo... curioso, vindo de quem supostamente se enerva tanto com o que aqui lê; um pouco como as pessoas que nos "odeiam" e que se dedicam tanto a nós).



A verdade é que, ao contrário da Inês, nunca começo por dizer mal. Porque os pedidos de desculpas soam sempre a pouco, além de nos deixarem sempre numa posição difícil, sobretudo com desconhecidos. A Inês durou uma semana.

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publicado às 17:30