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Coluna Infame escreveu o seguinte
post: "Como já se escreveu, deste caso sairá terrivelmente manchado o poder político ou a Justiça. Qualquer das hipóteses é terrível, e configura uma crise que pode ser a mais grave da III República."
Parece-me haver aqui um erro. Isto não é um jogo de futebol. Se a Justiça se enganou no fim de tudo, isso aconteceu porque existiram situações equívocas ou duvidosas. O poder político tem obrigação de não dar lugar a situações equívocas ou duvidosas. Não são cidadãos comuns. Nesse caso, a Justiça não se enganou; percebeu a situação duvidosa ou equívoca dos políticos envolvidos. Ou seja, o problema nunca é da Justiça, mas dos políticos que têm de estar acima de qualquer suspeita desde o momento em que assumem os altos desígnios que a sociedade pública lhes concede. E, por isso, insisto: o Presidente da República (como máxima magistura) não pode dizer que "não abandona os amigos". Não se trata de condenar antes do julgamento. Simplesmente, ninguém pode falar de solidariedade partidária ou institucional ou pessoal quando se trata de representantes do Povo.