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por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.04
My own private Molly Bloom



e a maluca doida varrida que vem a correr a correr até sempre às cinco da tarde às cinco em ponto e nem sequer é para dar um passeio e desata aos saltos na cozinha todos os dias é sempre mais para o fim da tarde o mesmo precisa de ser amada é como a angústia da mulher da frente que mais para o fim da tarde começa numa choraminguice e que quer o filho e ali fica até só conseguir soluçar porque a tristeza também precisa de esforço e de força física como a daquela que me encheu a varanda de ovos uma vez é forte comó caraças toda ela grande como a solidão em que vive e aquilo foi ao fim da tarde para ver se era amada porque o fim da tarde é tremendo para as pessoas é tremendo é a hora em que nos apercebemos do que somos é a hora dos meios valiuns para conseguir aguentar o resto seja ele qual for é a hora em que começa a berraria a correria a choradeira sempre quando o dia de repente muda e não devia

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publicado às 20:10