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por Carla Hilário Quevedo, em 23.08.05
O menino da mamã e da avó (13)

Não sei se por causa das notas que aqui vou escrevendo, se pelo prazer na leitura ou se por me perder no meio de tantas referências, tenho relido algumas passagens deste primeiro volume. Além da maravilhosa passagem da madalena e da hilariante descrição do sono e do pesadelo da tia Léonie (118), que "exigia que ao mesmo tempo que a aprovassem no seu regime, que a lamentassem pelos seus sofrimentos e que a tranqulizassem no seu futuro" (77), li repetidamente (como se fizesse uma espécie de rewind), esta passagem, também sobre a tia Léonie, sobre o seu fim de vida: "O que nela começara - apenas mais cedo do que habitualmente acontece - era aquela grande renúncia da velhice que se prepara para a morte, que se envolve na sua crisálida, e que podemos observar, no fim das vidas que se prolongam até tarde, mesmo entre os amigos unidos pelos laços mais espirituais e que a partir de um certo ano deixam de fazer a viagem ou a saída necessária para se verem, deixam de se escrever e sabem que não mais comunicarão neste mundo." (153) A notícia da morte da tia está na página 163.

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publicado às 12:05