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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Eu hoje acordei assim...


Miranda Richardson

... ainda por causa desta história dos acentos, lembrei-me de um episódio. Há cerca de dois ou três anos, uma professora grega, da Universidade de Atenas, foi à Faculdade de Letras de Lisboa falar sobre a Antígona. Quando leu alguns excertos da obra com a pronúncia do grego moderno, a plateia de classicistas tremeu. Olharam uns para os outros, muito espantados, por um lado com vontade de corrigir a pronúncia, por outro duvidando. A senhora era grega, descendente de Sócrates (de certa forma) e esses antecedentes eram respeitados. Por ser grega, teria uma autoridade diferente? (Só um parêntesis: os maiores scholars dos Estudos Clássicos são ingleses e alemães.) Lembro-me de pensar que, finalmente, aquele grego fazia sentido. Por outro lado, a plateia podia ter razão. Mas há uma esperança de não ter sido assim tão diferente. Afinal de contas, não havia acentos na época de Sófocles.

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publicado às 12:21