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Até ao fim

por Carla Hilário Quevedo, em 25.02.14

Ainda sobre a praxe académica, que merece ser discutida até às últimas consequências, Pedro Passos Coelho veio dizer que não precisamos de mais legislação sobre o tema. Concordo com o primeiro-ministro neste ponto. São as universidades que têm de proibir a prática e os argumentos a favor da proibição são simples. Uma instituição que dá cobertura a práticas de humilhação do próximo, que promove o bullying e que se escuda na maioridade dos alunos quando as coisas correm mal, não é uma instituição digna de ser chamada 'universidade'. Pode ser uma empresa de organização de eventos, mas decididamente não é um sítio que se ocupa da formação de pessoas. Quanto aos caloiros que aparecem a defender a praxe, evocando 'o direito a serem humilhados', há que ter a coragem de lhes dizer que estão enganados no seu desejo de frequentar o ensino superior. Tem de haver alguém que diga a estes jovens, com honestidade, que não têm perfil de universitários.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-2-14

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publicado às 22:57