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Até que enfim

por Carla Hilário Quevedo, em 23.05.14

Na Universidade do Michigan, concluíram que a actividade mental presente em resolver quebra-cabeças e actividades do género faz bem ao cérebro. Até aqui nada de novo. A novidade foi outra experiência. Foi pedido a um grupo de pessoas que conversasse em vez de se dedicar a Sudokus. Os dois grupos foram submetidos a testes cognitivos e o resultado foi o mesmo. Tanto uma actividade como a outra provocaram estímulos e progressos na actividade cerebral. Conversar é intelectualmente tão benéfico como resolver problemas que exigem concentração. Desenvolver as aptidões sociais é uma excelente ginástica cerebral. A ciência é uma forma de descobrir novas expectativas. Mas também pode ser apenas uma maneira de confirmar certezas antigas, muitas consideradas como ociosamente naturais. Não foi a Grécia Antiga que gabou a actividade de conversar? E antes dela, as discussões interpretativas teológicas e práticas dos judeus não fizeram deles o povo do Livro?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 16-5-14

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publicado às 19:54