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Diário estival (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.19

- Escrevi para o Ponto SJ sobre a polémica do despacho das casas de banho.

- Com o passar do tempo, há coisas que me repugnam ao ponto de as dizer publicamente. Não me irritam, porque a irritação é um incómodo, uma estranheza, uma impressão. Como tal, está para além do certo e do errado. Sentir repugnância é diferente. Dou um exemplo. Repugna-me que comentadores ou colunistas, ou mesmo pessoas anónimas em redes sociais que opinam a toda a hora sobre tudo, queiram agradar aos outros com as suas opiniões previsíveis, consensuais e, na maior parte das vezes, à esquerda. Não há nada pior do que opinadores com sede de aplausos. Significa que a sua opinião tem em vista um fim que se esgota na vaidade e fragilidade de quem a emite. Não é desinteressada, no sentido mais nobre do termo. Se tivesse um jornal, escolheria os meus colunistas com este critério. O senhor ou a senhora quer ser amado ou amada por estranhos? Se sim, pode ir escrever para outro lado. Se não, fique por aqui a fugir todas as semanas ao que esperavam de si.

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publicado às 11:51