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Fanatismo maternal

por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.15

A mãe de um bombista-suicida afirmou pouco depois dos atentados em Paris que o seu filho não tinha intenções de matar ninguém. É certo que Ibrahim Abdeslam se fez explodir no exterior do café Voltaire e a única vítima foi o próprio. Os familiares explicaram que os actos do terrorista foram causados por stress. Apesar de Ibrahim ter ido à Síria e estar um bocado mais radicalizado, nada disso teve que ver com a sua participação na morte de 130 pessoas. O amor de mãe é o sentimento mais próximo do fanatismo. Muito provavelmente Ibrahim não matou ninguém por mera sorte de não ter inocentes à volta e por incompetência. Não é como os seus dois irmãos que também participaram no massacre em Paris. Mas os dois ainda estão a monte. Um deles é suspeito de ser o cabecilha (prefiro a ‘cérebro’, que me parece demasiado elogioso) do grupo que fez os ataques em simultâneo. Ambos já devem ter percebido que o filho preferido da mamã era o imbecil do Ibrahim.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-11-15

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publicado às 18:58