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Vasco Graça Moura (1942-2014)

por Carla Hilário Quevedo, em 27.04.14

Termino com uma tradução de um poema de Konstandinos Kaváfis também da autoria de Vasco Graça Moura, que, na altura, teve uma função apaziguadora numa discussão em que só faltou arrancar olhos... Sim, por causa de uma tradução. Ah, bons tempos blogosféricos. Desta vez, Vasco Graça Moura ofereceu o poema traduzido ao bomba inteligente e não ao Abrupto. There! Grata, sempre.

 

Mar da manhã

de Konstandinos Kaváfis

Deter-me aqui. E olhar um pouco a natureza.
Mar da manhã e um céu sem nuvens,
brilhar do azul e orla amarela; e tudo
belo, grande, iluminado.

Deter-me aqui. E iludir-me a ver isto
(sim, por instantes o vi, quando aqui parei)
e não, também aqui, meus devaneios,
recordações, imagens do prazer. 

Tradução de Vasco Graça Moura

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publicado às 20:12